
Forças Armadas de Taiwan retomam educação "anticomunista" após quase 25 anos

As Forças Armadas de Taiwan decidiram restabelecer as aulas de educação patriótica "anticomunista" para seus graduados militares após uma interrupção de quase 25 anos, segundo declarações do Ministério da Defesa taiwanês, citadas pela agência britânica Reuters.

O órgão justificou a medida pelo suposto crescimento das ameaças relacionadas a possíveis ações militares e tentativas de infiltração provenientes da China continental, bem como pelo aumento significativo da atividade naval chinesa registrado recentemente na região.
- Taiwan é autogovernada desde 1949, enquanto a China a considera parte inalienável de seu território.
- A maioria dos países da comunidade internacional, incluindo a Rússia e o Brasil, reconhece a ilha como parte integrante da República Popular da China.

Antagonismo insular
Durante a Guerra Fria, eram amplamente difundidas em Taiwan campanhas de alerta sobre os riscos representados pelos chamados "bandidos comunistas" da China.
O programa formal de instrução "anticomunista" destinado aos formandos das academias militares foi encerrado em 2002, quando passou a ser denominado simplesmente "educação patriótica". Agora, diante do contexto geopolítico atual, as autoridades da ilha consideram imprescindível retomar esse tipo de formação.
Conforme destacado pelo Ministério, os graduados precisam entender nitidamente as ameaças à segurança e assimilem a essência da missão militar; como apontado em nota, entender "por que lutamos e por quem lutamos".
Professores de diversos órgãos governamentais, incluindo o Conselho de Assuntos Continentais, o Conselho de Segurança Nacional, o Ministério da Justiça e a renomada Academia Sinica, ministrarão palestras aos formandos.

