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EUA ampliam forças perto de Taiwan e intensificam estratégia para conter a China

Recentemente, Washington deslocou navios da Guarda Costeira para as Filipinas e enviou unidades adicionais para Guam.
EUA ampliam forças perto de Taiwan e intensificam estratégia para conter a ChinaGabriel Mistral / Gettyimages.ru

Os Estados Unidos estão reforçando sua presença militar no Pacífico e coordenando ações com aliados para garantir a liberdade de navegação e conter a China. A afirmação foi feita nesta quinta-feira (25) pelo secretário assistente de Estado para Assuntos do Leste Asiático e do Pacífico, Michael G. DeSombre.

Ele informou que, recentemente, navios da Guarda Costeira foram deslocados para as Filipinas e unidades adicionais desses mesmos navios foram enviadas para Guam.

"Realizamos com frequência operações para garantir a liberdade de navegação na região de Taiwan junto com nossos aliados e parceiros. Também contamos com recursos militares na área", declarou DeSombre, durante uma audiência no Comitê de Relações Exteriores da Câmara dos Representantes.

A autoridade norte-americana afirmou que os navios enviados às Filipinas foram posicionados na baía de Subic, cerca de 80 quilômetros a noroeste de Manila. Ele também classificou essa presença como "um excelente complemento" às capacidades militares dos EUA na região.

Além disso, DeSombre destacou que, "de acordo com a estratégia de segurança nacional", os EUA trabalham ativamente com seus aliados para reforçar a contenção ao longo da chamada "primeira cadeia de ilhas", que inclui Taiwan e Luzon, a maior ilha das Filipinas, e preservar a estabilidade regional diante dos desafios apresentados por Pequim.

  • Taiwan é autogovernada e possui administração própria desde 1949, enquanto a China a considera parte inalienável de seu território. A maioria dos países da comunidade internacional, incluindo a Rússia e o Brasil, reconhece a ilha como parte integrante da República Popular da China.
  • Embora Washington reconheça oficialmente a política de "Uma Só China", mantém simultaneamente contatos com o governo de Taipei e é o principal fornecedor de armas de Taiwan, a chamada "ambiguidade estratégica".