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Putin descreveu a Trump 'o panorama real do campo de batalha', diz assessor do Kremlin

O presidente russo informou seu homólogo norte-americano sobre a libertação de Konstantinovka, cidade considerada chave em Donbass.
Putin descreveu a Trump 'o panorama real do campo de batalha', diz assessor do KremlinMinistério da Defesa da Rússia

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, "traçou o panorama real do campo de batalha" em uma conversa telefônica com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, realizada neste sábado (4), informou o assessor presidencial russo Yuri Ushakov.

Segundo Ushakov, as Forças Armadas da Rússia "avançam com confiança, libertando um assentamento após o outro". Além disso, destacou a importância da libertação, pelas forças russas, da cidade estratégica de Konstantinovka, na República Popular de Donetsk, anunciada na última sexta-feira (3).

"Por mais que o regime de Kiev se agarre às áreas fortificadas que ainda restam para serem tomadas, nosso Exército irá conquistá-las sem falta", afirmou.

Detalhes da conversa

Trata-se do quarto diálogo telefônico entre os dois líderes desde o início do ano. A ligação durou 1 hora e 25 minutos.

Segundo o assessor presidencial russo Yuri Ushakov, "a conversa telefônica de hoje entre os dois chefes de Estado começou com uma saudação pessoal do presidente Vladimir Putin a Donald Trump e a todo o povo americano por uma data significativa, ao mesmo tempo em que lembrou a contribuição da Rússia para a formação do Estado americano".

"É claro que, hoje, os Estados Unidos celebram amplamente o Dia da Independência. Tudo isso ocorre de forma grandiosa e em grande escala, como Donald Trump sabe organizar. E, naturalmente, nosso presidente chamou a atenção para isso", observou.

Putin e Trump "destacaram a importância de tratar com cuidado as páginas comuns da história" que unem ambas as nações, detalhou o assessor. "Foi ressaltado especialmente que nossos povos nunca esquecerão a aliança durante os anos da Segunda Guerra Mundial", afirmou.

Na conversa, Putin e Trump "destacaram a importância de tratar com cuidado as páginas comuns da história" que unem ambas as nações, detalhou o assessor.

Medidas pacificadoras

"O presidente dos Estados Unidos reiterou sua disposição de contribuir para que as hostilidades cessem o mais rápido possível e para a busca desoluções pacíficas para superar a crise. Seus representantes especiais, Steve Witkoff e Jared Kushner, continuarão com seus esforços de mediação e estarão dispostos a viajar a Moscou quando for oportuno", afirmou Ushakov.

Por sua vez, a Rússia voltou a destacar sua disposição para uma resolução política e diplomática do conflito na Ucrânia, acrescentou.

No entanto, a Europa não está disposta a pôr fim ao conflito, afirmou Ushakov.

"Kiev e seus patrocinadores europeus apostam em prolongar e até intensificar o conflito, assim como no terrorismo contra a população civil. Ao mesmo tempo, a facção europeia favorável à guerra parte de uma percepção equivocada da situação geral e de como estão as coisas na linha de contato", declarou.

O presidente russo afirmou na sexta-feira (3) que "as declarações grandiosas dos líderes do regime de Kiev sobre supostos sucessos [no campo de batalha] que, na realidade, sabemos que não existem, beneficiam Moscou". Segundo Putin, com esse engano os dirigentes ucranianos "desorganizam tanto a si mesmos quanto seus patrocinadores".

'Perspectivas colossais' entre Rússia e EUA

O próprio Trump enfatizou que "seria conveniente pôr fim ao conflito na Ucrânia o quanto antes", segundo o funcionário russo. Há "perspectivas colossais de cooperação mutuamente benéfica" em diversas áreas, como a econômica e a político-militar, afirmou Ushakov.

Entre os exemplos, ambos os líderes destacaram o lançamento de uma tripulação conjunta russo-americana do cosmódromo de Baikonur rumo à Estação Espacial Internacional.

"Este é um exemplo concreto que confirma que ambas as potências estão interessadas em colaborar de forma estreita, especialmente nos âmbitos mais produtivos", concluiu.

  • Enquanto isso, o regime de Kiev mantém os ataques contra a infraestrutura e população civil da Rússia. Neste sábado, o Ministério da Defesa russo informou que as forças antiaéreas repeliram um novo ataque combinado ucraniano.
  • Segundo a pasta, foram interceptados dez mísseis de cruzeiro Flamingo, nove foguetes disparados por sistemas lançadores múltiplos HIMARS, de fabricação americana, além de 494 drones.
  • O ministério afirmou que, com essa ofensiva, o regime de Kiev tentou "desviar a atenção" dos ucranianos e de seus "patrocinadores estrangeiros" das consequências do ataque russo realizado na última quinta-feira (2) contra instalações militares nos arredores da capital ucraniana, bem como do "colapso catastrófico da defesa" das forças ucranianas em Konstantinovka.