
Americanos que apoiarem PCC e CV também enfrentarão penalidades, diz governo dos EUA — Metrópoles

O governo dos Estados Unidos intensificou a ofensiva contra as principais organizações criminosas brasileiras, estabelecendo que mesmo norte-americanos não estão imunes às consequências de qualquer envolvimento com o Primeiro Comando da Capital e o Comando Vermelho, afirmou o Departamento de Estado dos EUA ao jornal Metrópoles, em matéria publicada na sexta-feira (3).

Após classificar ambas as facções como Organizações Terroristas Estrangeiras, o governo de Donald Trump reafirmou que até residentes permanentes e cidadãos dos Estados Unidos que mantenham relações financeiras com essas organizações ou lhes prestem apoio enfrentarão investigações rigorosas e poderão ser alvo de sanções.
"Essa medida demonstra ainda mais o compromisso inabalável do governo Trump em eliminar cartéis e organizações criminosas em nossa região e garantir a segurança do povo americano", afirmaram as fontes.
Estrangeiros, porém, enfrentam perspectivas ainda mais graves sob as sanções, incluindo restrições migratórias e deportação do território americano.

Repressão internacional
As primeiras medidas concretas surgiram com a sanção a uma sofisticada rede de lavagem de dinheiro vinculada ao PCC, responsável pela movimentação de mais de US$ 30 milhões em recursos ilícitos oriundos do narcotráfico internacional e outras práticas criminosas, como fraudes bancárias.
O brasileiro Victor Henrique de Oliveira Shimada, associado à rede criminosa pelo apelido "Japa", foi identificado como articulador fundamental, estabelecendo a ponte entre membros da organização estabelecidos na Flórida e traficantes internacionais. Paralelamente, Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira, identificada como sua secretária e associada ao vulgo "Lara Croft", recebeu destaque por sua atuação no recolhimento financeiro e no suporte operacional da estrutura criminosa.
O alcance das sanções atingiu também o núcleo empresarial utilizado para ocultar os recursos ilícitos. Quatro companhias foram incluídas na lista negra: Victory Trading Intermediação de Negócios Cobranças e Tecnologia, Pixwave Soluções de Pagamentos e Wave Construções Inteligentes, todas sediadas no Brasil, além da portuguesa Avenidas Flutuantes Unipessoal.
Todos os ativos e interesses dessas entidades sob jurisdição norte-americana foram bloqueados.

