
Rússia propõe à Ucrânia uma pausa humanitária para troca de corpos de soldados mortos em combate

Por ocasião da libertação da cidade de Konstantinovka, no Donbass, o Ministério da Defesa da Rússia propôs neste sábado (4) ao lado ucraniano que cessasse o bombardeio da cidade e iniciasse a entrega dos corpos dos soldados ucranianos mortos no local.

Segundo o ministério, a proposta prevê um cessar-fogo entre o meio-dia e as 18h (horário local), desde que Kiev informe sua decisão ao comando militar russo, por meio dos canais de comunicação disponíveis entre os serviços de inteligência dos dois países, antes das 12h (horário local) deste domingo (5).
Baixas ucranianas
Para defender a cidade e seus arredores, Kiev mobilizou uma força composta por sete brigadas, totalizando 45 batalhões e cerca de 15,5 mil militares. Entre eles estavam unidades da Guarda Nacional, consideradas as mais leais ao regime de Kiev.
Segundo a Rússia, as Forças Armadas da Ucrânia perderam aproximadamente 13,5 mil soldados, 14 tanques e 200 peças de artilharia durante os combates pela cidade.

No início da batalha, o sistema de defesa de Konstantinovka era composto por duas linhas defensivas, que incluíam mais de 150 quilômetros de trincheiras e valas antitanque, além de três fileiras de obstáculos de engenharia.
O complexo também contava com 20 áreas defensivas do tamanho de um batalhão, protegidas por campos minados mistos e construídas em posições elevadas estratégicas ao redor da cidade.
Segundo analistas e militares, a libertação dessa localidade está associada ao colapso da frente oriental ucraniana, por representar uma brecha no chamado "Cinturão de Fortaleza", uma linha fortificada construída pelo regime de Kiev ao longo de mais de uma década.

