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Confira detalhe que aponta para EUA como responsável por ataque mortal contra escola no Irã

Uma escola primária na cidade de Minab foi bombardeada em 28 de fevereiro, matando pelo menos 165 pessoas, a maioria crianças.
Confira detalhe que aponta para EUA como responsável por ataque mortal contra escola no IrãGettyimages.ru / Majid Saeedi

Uma investigação dos EUA aponta para a provável responsabilidade das forças americanas no bombardeio mortal de uma escola primária feminina na cidade iraniana de Minab, em 28 de fevereiro, o primeiro dia da agressão dos EUA e de Tel Aviv contra a República Islâmica, segundo a Bloomberg, citando fontes familiarizadas com o assunto.

O ataque à escola deixou pelo menos 165 mortos, a maioria crianças, representando, de acordo com a agência de notícias, "o pior incidente com vítimas civis resultante de operações americanas em décadas".

Assim, a investigação revelou que, anos antes do bombardeio, um analista de inteligência que examinava informações sobre potenciais alvos para futuras ofensivas contra o Irã notou mudanças em um local que os EUA haviam descrito anteriormente como uma instalação naval pertencente à elite militar iraniana em Minab. Na realidade, já era uma escola primária na época, indicaram as fontes.

Embora o especialista tenha registrado essa mudança em uma ferramenta digital em 2019, ela não estava conectada ao Banco de Dados de Alvos oficial (MIDB), portanto a informação nunca chegou aos comandantes militares. O prédio foi inspecionado diversas vezes nos anos seguintes sem que ninguém atualizasse o banco de dados de alvos, afirmaram as fontes, que preferiram permanecer anônimas.

Investigação do Ataque

Essas descobertas estão entre as questões que o Pentágono ainda está investigando, disseram fontes. O almirante Brad Cooper, comandante do Comando Central dos EUA (CENTCOM), ordenou uma investigação independente liderada por um general da Força Aérea, que foi entregue em abril, mas permanece em análise e ainda não foi divulgada.

Embora exista um procedimento de "verificação de alvos" para avaliar a precisão da inteligência, não está claro se o CENTCOM iniciou esse processo opcional antes do ataque, disseram as fontes.

O presidente dos EUA, Donald Trump, disse na quarta-feira (24) que talvez nunca seja possível determinar a responsabilidade e que não acredita que seu país seja culpado. "Não sei se eles algum dia vão resolver esse problema em termos de quem foi o culpado, porque havia mísseis voando por toda parte, e é horrível o que aconteceu, mas havia mísseis voando por toda parte", disse ele.

Deficiências sistêmicas no Pentágono

Os detalhes revelados durante a investigação destacam as deficiências de longa data do sistema de mira do Exército dos EUA, um sistema que deveria ter sido modernizado há anos. No entanto, as atualizações têm sido marcadas por atrasos, e sua urgência aumentou com a expansão da Inteligência Artificial (IA). Alguns defendem essa tecnologia como uma solução potencial para os problemas de mira, enquanto outros temem que ela possa exacerbar e acelerar os estragos da guerra, relata a Bloomberg.

O Departamento de Guerra depende do MIDB, um banco de dados criado na década de 1980 que frequentemente exige entrada manual de dados e carece de interoperabilidade com outros sistemas. Os esforços para substituí-lo completamente por um sistema automatizado chamado MARS estão anos atrasados. Além disso, especialistas apontam para uma "perigosa escassez" de equipes treinadas em validação de alvos, uma área que se deteriorou nas últimas décadas.

  • Washington se recusa a assumir a responsabilidade e reconhecer seu envolvimento no ataque, apesar de investigações de diversos veículos de comunicação afirmarem que o míssil que atingiu a escola era um Tomahawk americano. Os autores da reportagem se basearam em imagens de fragmentos de projéteis transmitidas pela emissora estatal iraniana IRIB.
  • Por sua vez, o Irã enfatizou que os termos "crimes de guerra" e "crimes contra a humanidade" são insuficientes para descrever a gravidade das atrocidades cometidas pelos EUA contra a República Islâmica. Além disso, denunciaram o fato de que, quando Washington e seus aliados matam pessoas abertamente, "falam em erro e engano", mas não aceitam esse tipo de justificativa para outros países.