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Trump se nega a reconhecer que EUA bombardearam escola de meninas no Irã, matando mais de 160

"Se acertarem a resposta, acho que não fomos nós", declarou o presidente, comentando a investigação de Teerã.
Trump se nega a reconhecer que EUA bombardearam escola de meninas no Irã, matando mais de 160Legion-media.ru / Iranian Red Crescent

Em conversa com a imprensa na quarta-feira (24), o presidente americano Donald Trump negou-se a assumir a responsabilidade dos EUA pelo ataque à escola feminina de Minab, no Irã, que matou mais de 160 crianças.

Questionado se tinha visto a reportagem sobre o atentado, Trump respondeu que "ainda não" e duvidou que a investigação chegue a uma conclusão clara.

"Não sei se algum dia resolverão esse problema... havia mísseis voando por toda parte", afirmou.

Ele acrescentou que não viu "nada" que o leve a acreditar que fosse um míssil americano.

"Alguém disse que foi o nosso míssil. Bem, talvez não tenha sido o nosso míssil... se acertarem a resposta, acho que não fomos nós", insistiu o presidente.

Embora o ataque tenha sido inicialmente atribuído a Israel, imprensa internacional, com base em imagens e vídeos de satélite verificados,apontou que o bombardeio da escola ocorreu simultaneamente com os ataques a uma base naval da Guarda Revolucionária iraniana na área, mudando o foco da suspeita para os Estados Unidos.

As autoridades norte-americanas afirmam que o incidente continua sob investigação.

  • ataque à escola Shajarah Tayyebeh, na cidade de Minab, no dia 28 de fevereiro, matou pelo menos 175 pessoas, a maioria crianças. Análises de fragmentos de mísseis publicadas pelo New York Times indicaram que as armas utilizadas eram de fabricação americana