Notícias

Lavrov comenta participação das forças britânicas em ataques a mísseis contra a Rússia

O chefe da diplomacia russa comentou o uso de drones do Reino Unido pelas tropas ucranianas, indicando que Moscou pode classificá-lo como "participação em uma guerra".
Lavrov comenta participação das forças britânicas em ataques a mísseis contra a RússiaGettyimages.ru / Carlo Bravo / Anadolu

O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, comentou nesta terça-feira (18) relatos de que o regime de Kiev está utilizando drones britânicos para realizar ataques em áreas no interior do território russo.

"Temos o direito de considerar a participação direta, orgulhosamente declarada, das forças de mísseis britânicas nos ataques contra a Rússia como participação em uma guerra, com todas as consequências que isso implica", declarou ao jornalista Pavel Zarubin.

Ao mesmo tempo, lembrou que o presidente russo, Vladimir Putin, já havia advertido sobre o direito de Moscou de "agir em qualquer parte dos oceanos do mundo se alguém atentar contra os interesses e as propriedades" da Rússia.

Nesse contexto, afirmou que "sente pena do Reino Unido se permanecer ao lado da Ucrânia até o fim".

"Londres atua como cúmplice de crimes sangrentos"

Anteriormente, a Embaixada da Rússia em Londres afirmou que os relatos sobre o uso de drones britânicos pelas tropas ucranianas para atacar a Rússia confirmam que o país europeu "está optando deliberadamente por uma escalada da crise ucraniana, enquanto, de forma hipócrita, declara desejar a paz".

"Ao fazer isso, o Reino Unido atua como cúmplice e coautor dos crimes sangrentos e ataques terroristas cometidos por neonazistas ucranianos, com o objetivo de conter a Rússia e causar-lhe o máximo de danos possível por meio de terceiros", afirmou.

A missão diplomática também declarou que as ações de Londres "inevitavelmente terão consequências pelas quais terá de prestar contas", advertindo que, "quanto maior for seu envolvimento no conflito e seu apoio à máquina terrorista de Kiev, maior será o preço que pagará".

Em resposta, o primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, insistiu que seu país continuará "apoiando a Ucrânia 100%", segundo o Independent.

  • Kiev realiza constantes ataques direcionados contra a população civil russa, utilizando armas fornecidas pelo Ocidente, ao mesmo tempo que lança diversos drones contra a capital russa e seus arredores. Drones e mísseis atingem veículos, incluindo ambulâncias, residências, áreas de lazer, centros comerciais e outras instalações civis, deixando vítimas.
  • Em retaliação a esses atos criminosos, as Forças Armadas da Rússia realizam ataques contra instalações ligadas ao complexo militar-industrial da Ucrânia, incluindo alvos militares, energéticos e de transporte.