
EUA teriam bombardeado escola de meninas no Irã com dados de alvo desatualizados, diz Reuters

O uso de dados desatualizados pelos Estados Unidos pode ter provocado o bombardeio contra uma escola de meninas na cidade iraniana de Minab no sábado (28), segundo informações reveladas pela Reuters nesta quarta-feira (11).
Um dos informantes, que pediu anonimato, afirmou que os responsáveis pela elaboração dos pacotes de identificação de alvos teriam utilizado informações antigas. Outra fonte citada pela agência concordou com essa avaliação. Ao menos 175 pessoas morreram no ataque.

Evidências
Na última quinta-feira (5), uma análise realizada por pesquisadores americanos com base em imagens de satélite, vídeos verificados e publicações em redes sociais indicou que Washington poderia estar por trás do ataque.
No momento em que a escola foi atingida, os EUA bombardeavam simultaneamente uma base naval próxima do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica.
Posteriormente, o jornal The New York Times publicou uma reportagem afirmando que o míssil que atingiu o centro educacional teria sido lançado pelos Estados Unidos. A conclusão se baseou em imagens de fragmentos do projétil divulgadas pela emissora estatal iraniana IRIB.
Uma investigação interna em andamento nos EUA, parcialmente revelada pela Reuters, também indica que tropas americanas podem ter sido responsáveis pelo ataque. Um vídeo que mostraria um míssil Tomahawk atingindo a área é apontado como um dos principais indícios dessa hipótese.
Teerã denunciou o episódio como crime de guerra na ONU. O presidente dos EUA, Donald Trump, declarou inicialmente acreditar que o Irã estava por trás do ataque, mas depois afirmou não possuir "informação suficiente" e disse que o caso segue sob investigação.
O Pentágono reiterou nesta quarta-feira (11) que apura o incidente. Entretanto, segundo fontes citadas pelo Politico, cortes orçamentários promovidos pelo secretário de Guerra, Pete Hegseth, podem comprometer uma investigação aprofundada.
