
China promove exercícios militares em Huangyan Dao, território disputado pelas Filipinas

Unidades navais e aéreas do Comando do Teatro Sul do Exército de Libertação Popular da China conduziram um exercício militar conjunto nas águas e no espaço aéreo de Huangyan Dao, conhecido como atol de Scarborough pela reivindicação territorial das Filipinas no Mar do Sul da China, segundo informações da agência chinesa CGTN.
A operação foi caracterizada como resposta necessária às ações de "determinados países que prejudicaram a paz e estabilidade regionais", de acordo com comunicado do comando citado na reportagem.

O exercício visou testar e aprimorar capacidades de combate para salvaguardar a soberania territorial e interesses marítimos chineses. As manobras incluíram reconhecimento, alerta antecipado, movimentação rápida e operações conjuntas de busca e resgate.
Paralelamente, a Guarda Costeira chinesa realizou simulações focadas em abordagens, inspeções, bloqueio de intrusões e reboque forçado, utilizando inclusive drones para registro de evidências.
Durante os exercícios, canhões de água de alta pressão foram empregados para impedir a passagem de embarcações, observaram repórteres presentes.
Conflito no mar
A disputa territorial se intensificou desde 2022, quando o presidente filipino Ferdinand Marcos Jr. fortaleceu a aliança com os Estados Unidos e adotou postura mais firme contra as reivindicações chinesas.
Em 18 de setembro, houve uma colisão entre embarcações dos dois países no recife Sabina, e o governo filipino acusou a China de provocar deliberadamente seu abalroamento.
Pequim reivindica soberania sobre grande parte do Mar da China Meridional através da "linha das nove raias", que alcança áreas contestadas por Filipinas, Vietnã, Malásia e Brunei, para além do princípio de "Uma só China" em relação à ilha de Taiwan.
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"O objetivo [dos exercícios] é fazer com que compreendam claramente que, diante dos legítimos direitos e interesses soberanos da China, de sua firme determinação em defendê-los e de suas robustas capacidades, nenhuma manobra mesquinha ou tentativa de obter apoio externo permitirá que seus planos ilegais prosperem", afirmou Zhang Chi, professor da Universidade de Defesa Nacional do Exército de Libertação Popular (ELP), entrevistado pela emissora China Cnetral Television (CCTV).

