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Irã alerta países vizinhos contra adesão à pressão econômica dos EUA

Secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional diz que apoio às medidas anunciadas por Washington terá resposta de Teerã.
Irã alerta países vizinhos contra adesão à pressão econômica dos EUAGettyimages.ru / Morteza Nikoubazl

O secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, Mohsen Rezaei,advertiu países vizinhos contra uma eventual participação na campanha econômica anunciada pelos Estados Unidos contra Teerã

"Estamos advertindo todos os países vizinhos para que não se aliem aos Estados Unidos na guerra econômica; caso contrário, nós os consideraremos inimigos", afirmou Rezaei.

"Não buscamos intensificar a guerra, mas, se os países vizinhos do Irã se unirem aos norte-americanos na guerra econômica, atacaremos seus interesses", declarou.

Irã cita petróleo e Estreito de Ormuz

Ao abordar as possíveis respostas de Teerã, Rezaei afirmou que o fluxo de petróleo pelo golfo Pérsico e pelo Estreito de Ormuz poderá ser interrompido caso países da região cooperem com os Estados Unidos.

"Nem uma única gota de petróleo sairá do golfo Pérsico nem do Estreito de Ormuz", afirmou.

Segundo Rezaei, outras vias utilizadas para o transporte do petróleo produzido na região também poderão ser alvo da resposta iraniana.

"E também atacaremos outras rotas pelas quais o petróleo é exportado do golfo Pérsico", acrescentou.

Trump anuncia campanha econômica contra Teerã

As declarações do secretário iraniano foram feitas após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar, na quinta-feira (20), uma nova etapa de pressão econômica contra o Irã.

Trump afirmou que Washington lançará contra Teerã "a operação econômica mais esmagadora já empreendida contra qualquer país".

O presidente dos Estados Unidos também ameaçou aplicar sanções financeiras a países que ajudem o Irã a contornar as restrições. Segundo Trump, instituições financeiras, empresas, aeroportos ou entidades governamentais que ofereçam ao país um "salva-vidas" enfrentarão "consequências econômicas tremendas".

Teerã diz que iniciativa está destinada ao fracasso

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, respondeu ao anúncio de Washington afirmando que a campanha de pressão econômica está "destinada ao fracasso".

Araghchi disse que os Estados Unidos já haviam prometido, há 14 anos, impor ao Irã as sanções mais severas de sua história e afirmou que a estratégia não alcançou o resultado pretendido.

"Já vimos este filme. As mesmas patranhas. Valentões diferentes", declarou.