
Irã fortalece indústria bélica e detalha estratégia para enfrentar pressões externas

O Ministério da Defesa do Irã afirmou na sexta-feira (21) que a República Islâmica fortaleceu sua base militar-industrial e que o "poder nacional" é a única maneira de enfrentar as pressões externas em meio à agressão dos EUA que começou há quase seis meses.
O porta-voz do Ministério da Defesa, o general-brigadeiro Reza Talaei Nik, declarou que a produção de armas e equipamentos de defesa do país dobrou no último ano apesar de certos setores da indústria militar terem sido alvos durante a Guerra dos 12 dias com Israel no ano passado. "A estabilidade do armamento e dos equipamentos do Irã tem sido um dos principais fatores de sua dominância e superioridade no campo de batalha", afirmou.

Talaei Nik afirmou que o poder nacional é a principal estratégia de Teerã para manter a independência, a segurança e a identidade "iraniano-islâmica". "Hoje, a única maneira de enfrentar as potências estrangeiras que querem ameaçar a independência do país é nos fortalecermos", disse ele.
O vice-comandante-em-chefe da Guarda Revolucionária Islâmica, major-general Mostafa Izadi, declarou na segunda-feira (17) que o Irã gastou menos que os EUA e Israel nos primeiros 40 dias do conflito que começou em 28 de fevereiro, gastando "um centésimo" dos recursos de seus adversários. Ele atribuiu esse resultado à "paciência estratégica" e à "gestão estável" de Teerã.
Enquanto isso, o Comando Norte dos EUA (USNORTHCOM) afirmou na semana passada que o país não possui sensores e armamentos para combater enxames de drones. "Estamos mal equipados neste momento para lidar com algo assim", reconheceu. Além disso, circularam rumores sobre o esgotamento dos estoques dos EUA; a esse respeito, uma análise do CSIS citada pela ABC News indicou que os estoques de mísseis considerados críticos estão em níveis baixos em meio ao aumento do consumo e da demanda operacional.
