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Brasil avança na corrida por chips e reforça soberania tecnológica

Única produtora de chips da América do Sul, a CEITEC havia sido fechada por Bolsonaro. Agora, reaberta, volta a receber investimentos e aponta para um futuro de inovação e independência tecnológica.
Brasil avança na corrida por chips e reforça soberania tecnológicaGettyimages.ru / shih-wei

O Brasil deu um novo passo rumo à soberania tecnológica. A ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, acompanhou, na segunda-feira (17), em Porto Alegre (RS), a chegada de novos equipamentos à estatal Centro de Inovação e Tecnologia (CEITEC), única fábrica de chips do continente.

Entre eles está um implantador iônico, também único do tipo na América do Sul, destinado à produção de semicondutores de carbeto de silício (SiC).

O maquinário integra um investimento de R$ 220 milhões do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT) e os equipamentos já correspondem a cerca de 50% da execução física da nova rota fabril de SiC. A tecnologia é aplicada em setores como veículos elétricos e geração de energia.

"Estamos na fronteira dessa tecnologia", afirmou o presidente da CEITEC, Augusto Gadelha. Segundo ele, o equipamento permite dar "um passo para o ingresso de nossa atuação no setor de semicondutores de todo o mundo".

Recomeço

Criada em 2008, pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a estatal entrou em processo de liquidação e fechou durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, em 2020.

Posteriormente, com a volta de Lula, em novembro de 2023 a estatal retomou fôlego. Desde então, passou a receber investimentos e retomou a fabricação de chips, em um movimento para ampliar a participação brasileira em uma cadeia considerada estratégica mundialmente.