
'Merecem ser julgados e punidos': Irã reage a novas sanções dos EUA

As novas sanções impostas pelo governo de Donald Trump contra o Irã são um exemplo de "terrorismo econômico" e um "crime contra a humanidade", declarou nesta quinta-feira (20) o Ministério das Relações Exteriores da República Islâmica.

A chancelaria iraniana afirmou que as restrições econômicas "violam os direitos humanos fundamentais de todos os cidadãos iranianos". "Aqueles que ordenaram e perpetraram essas sanções merecem ser julgados e punidos por cometer tais crimes atrozes", enfatizou.
Da mesma forma, o ministério destacou que o anúncio das sanções coincidiu com o golpe de Estado ocorrido no Irã em 19 de agosto de 1953, orquestrado por Washington e Londres. "Essa ação não apenas evidencia a persistência, por 73 anos, da animosidade e hostilidade dos políticos americanos contra o povo iraniano, como também demonstra a natureza desumana, ilegal e arrogante da Administração dos EUA", diz o comunicado.
O ministério também lembrou que as restrições foram anunciadas após as guerras lançadas por Washington e Tel Aviv contra o Irã ao longo do último ano e meio e o "fracasso em alcançar seus objetivos nefastos de obrigar a nação iraniana a se submeter a desejos ilegais e desumanos".
Segundo a pasta, as medidas restritivas "apenas aumentam a lista de crimes cometidos pelos EUA contra o Irã". "Sem dúvida, elas não terão o menor efeito sobre a determinação dos iranianos de proteger a independência, a dignidade e a soberania nacional do Irã", concluiu.
Conversas estagnadas e novas ameaças de Trump
- O presidente dos Estados Unidos anunciou na quarta-feira (19) que empreenderá contra o Irã "a operação econômica mais devastadora que já foi realizada contra qualquer país". "Será uma guerra econômica e um isolamento sem precedentes", detalhou.
- Enquanto isso, Teerã respondeu que "redobrar políticas fracassadas só trará mais derrotas e a inimizade dos iranianos", denunciando que o "terrorismo econômico" dos Estados Unidos ameaça não apenas o Irã, mas também a economia mundial e a soberania de outros países.
- As declarações ocorrem em um momento em que permanecem estagnados os avanços para a realização de conversações de paz e a retomada do tráfego pelo estratégico estreito de Ormuz, sem sinais de uma aproximação entre as partes para pôr fim ao conflito iniciado em 28 de fevereiro pelos Estados Unidos e por Israel.
