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Em mensagem extraída pela PF, Roberta Luchsinger afirma que Lula lhe ofereceu cargo no governo

A defesa de Lulinha, filho do presidente, se manifestou por meio de seu advogado, Marco Aurélio Carvalho, que chamou o material de "vazamento criminoso" com o objetivo de influenciar o processo eleitoral.
Em mensagem extraída pela PF, Roberta Luchsinger afirma que Lula lhe ofereceu cargo no governoRedes sociais

A socialite e lobista Roberta Luchsinger afirmou ter recusado uma oferta de cargo no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, para poder focar nos seus próprios negócios com Fábio Luís Lula da Silva, filho mais velho de presidente mais conhecido como Lulinha.

A informação foi divulgada na quinta-feira pela revista Veja, que obteve acesso a mensagens extraídas pela Polícia Federal em que a socialite conversa com o empresário Gustavo Gaspar, que já foi assessor de Juscelino Filho, ex-ministro das comunicações do governo Lula de 2023 a 2025.

Na conversa, datada de 2024, Roberta afirma ao seu interlocutor que "fui das poucas pessoas q o Lula chamou e perguntou: escolhe onde vc quer ficar […] Eu disse: 'aonde eu tô. Na minha sociedade com Fábio [Lulinha] e Fernando [Bittar]'", acrescentando que "tô em cargo nenhum e ando onde quero", escreveu a socialite em um aplicativo de mensagens instantâneas.

Fernando Bittar, referido algumas vezes nas mensagens como "Fefe", é apontado como um dos donos do famigerado "Sítio de Atibaia" que aparecia constantemente nos inquéritos da PF no âmbito da Operação Lava-Jato, e que era supostamente frequentado pelo presidente Lula e sua família.

No mesmo trecho, a lobista chama atenção para a proximidade entre os três como sócios de negócios: "Fefe [Fernando Bittar], Fábio e eu somos uma coisa só. Se um fala vai, tds [todos] vão. A gente é mesmo irmão". Além de ressaltar o papel de Lulinha no esquema: "Fábio não faz nada. Ele só entra em campo quando precisa. Tem que se preservar", escreveu Luchsinger.

Procurados pela reportagem do portal Poder 360, nem Roberta, nem Fernando Gaspar, nem o Palácio do Planalto quiseram se manifestar sobre a divulgação.

A defesa de Lulinha se manifestou por meio de seu advogado, Marco Aurélio Carvalho, que chamou o material de "vazamento criminoso" com o objetivo de influenciar o processo eleitoral, além de atacar o candidato da oposição, Flávio Bolsonaro:

"Enquanto isso, Flávio Bolsonaro segue sem explicar a compra de uma mansão de R$ 6 milhões em área nobre de Brasília, é alvo de denúncias por rachadinha e lavagem de dinheiro, e tem investigações que apontam ligação com milícias do Rio", disparou o advogado de Lulinha.