
Trump se irrita cada vez mais com aliados enquanto guerra com Irã está paralisada, diz imprensa

Donald Trump intensificou sua retórica esta semana contra importantes aliados dos EUA no Oriente Médio, emitindo ameaças e mensagens carregadas de conotação negativa — incluindo um alerta a um mediador-chave no conflito com o Irã— em meio à crescente frustração com a falta de perspectivas claras para a resolução do conflito que ele próprio iniciou há quase seis meses, informou o The Washington Post na quinta-feira, citando analistas.

No início desta semana, o presidente ameaçou bombardear Omã, um aliado dos EUA que tem tentado mediar a normalização do tráfego no Estreito de Ormuz. No dia seguinte, Trump publicou um mapa circulando o estreito e seu litoral em Omã, nos Emirados Árabes Unidos e no Irã, rotulando-os como "novo território dos EUA".
Na quarta-feira (19), ele também proclamou um "Dia D econômico" contra Teerã e alertou, no Truth Social, sobre "graves consequências" para qualquer país que apoie o Irã. "Ele está em uma situação da qual não consegue sair. Este é um problema que nem a força militar nem a bravata podem resolver. Então, quando ele não consegue forçar o Irã a mudar de rumo, ele ataca os outros", disse o analista Andrew Leber ao jornal.
Alan Eyre, ex-diplomata e membro da equipe de negociação dos EUA que firmou o acordo nuclear com o Irã em 2015, concordou que as ameaças refletem a frustração do republicano "por não conseguir atingir nem mesmo o objetivo mínimo de restabelecer o tráfego normal pelo Estreito de Ormuz". "Ele está chateado com Omã pelo mesmo motivo que está chateado com a Coreia do Sul", acrescentou, aludindo às críticas de Trump a Seul por não participar do esforço militar. "Nenhum dos dois países resolveu seu problema", concluiu.
