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País membro da OTAN solicita à Interpol emissão de 'alerta vermelho' contra Netanyahu

O pedido foi feito no contexto do processo judicial em curso por acusações de genocídio contra o primeiro-ministro de Israel.
País membro da OTAN solicita à Interpol emissão de 'alerta vermelho' contra NetanyahuGettyimages.ru / Andrew Harnik

A Turquia solicitou à Interpol um "alerta vermelho" contra o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu, como parte do processo legal em curso contra ele por genocídio, anunciou nesta sexta-feira (21) o ministro da Justiça turco, Akin Gurlek, segundo a agência Anadolu.

O ministro explicou que o caso gira em torno da obstrução da passagem da Flotilha Sumud no ano passado, que pretendia entregar ajuda humanitária à Faixa de Gaza, e observou que a investigação está em andamento com rigor. Ele acrescentou que um tribunal criminal em Istambul está conduzindo um julgamento contra 35 réus, incluindo Netanyahu.

Além disso, Gurlek afirmou que o primeiro-ministro israelense e outro suspeito "estão sendo julgados por crimes contra a humanidade, genocídio, privação agravada de liberdade, lesão corporal intencional, tortura, danos à propriedade, saques agravados e sequestro de veículos de transporte" em conexão com suas ações relacionadas à intervenção armada em águas internacionais contra civis que entregavam ajuda humanitária a Gaza e à detenção de ativistas.

O ministro também enfatizou que Ancara rejeita categoricamente "a noção de que o governo Netanyahu, que está implementando uma política de genocídio em Gaza, seja intocável e não responsabilize os culpados". "Não permitiremos que os crimes cometidos em Gaza sejam acobertados, nem que os responsáveis ​​fiquem impunes", prosseguiu, acrescentando que seu país utilizará firmemente todos os meios disponíveis em conformidade com o direito nacional e internacional.

  • O caso centra-se na intervenção armada realizada pelas forças de segurança israelenses em águas internacionais contra navios pertencentes à organização marítima civil Sumud Flotilla, que transportava ajuda humanitária para a Faixa de Gaza em outubro passado.
  • A acusação afirma que os ataques contra civis, a destruição de meios de subsistência, a obstrução da ajuda humanitária e a condenação da população à fome, sede e falta de tratamento não podem ser avaliados apenas como uma medida de segurança, mas estão diretamente ligados a atos que constituem genocídio e crimes contra a humanidade na perspectiva do direito penal internacional.