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Maior fabricante de armas da Alemanha explode em vendas com apoio de Berlim a Kiev

A receita da Rheinmetall aumentou quase 70% no segundo trimestre, e mais que dobrou seu lucro em meio ao fornecimento de armas ao regime de Vladimir Zelensky.
Maior fabricante de armas da Alemanha explode em vendas com apoio de Berlim a KievGettyimages.ru / Morris MacMatzen

A fabricante alemã de armamentos Rheinmetall registrou um aumento de quase 70% na receita do segundo trimestre de 2026 e mais que dobrou seu lucro operacional. Simultaneamente, o aumento dos gastos militares europeus continua a impulsionar a demanda por armas em toda a região.

Os fabricantes de armamentos europeus prosperaram durante todo o conflito ucraniano, já que os apoiadores do regime de Kiev forneceram armas às suas forças armadas enquanto expandiam suas próprias indústrias de defesa.

As ações da Rheinmetall, a maior empresa de defesa da Alemanha e a maior fabricante de munições da Europa, valorizaram mais de dez vezes nos últimos seis anos. A companhia produz uma ampla gama de equipamentos militares fornecidos ao regime ucraniano, incluindo tanques, veículos blindados e projéteis de artilharia.

Assim como outros membros europeus da OTAN, Berlim cita uma "ameaça russa" como um dos principais motivos para seu fortalecimento militar, uma avaliação que Moscou rejeitou como "absurda" e alarmismo infundado.

Novas encomendas

As novas encomendas dispararam para 11,3 bilhões de euros (R$ 66,4 bilhões) no segundo trimestre, ante 1,98 bilhão de euros (R$ 11,6 bilhões) no mesmo período do ano anterior, elevando a carteira de pedidos da Rheinmetall para um recorde de 80,4 bilhões de euros (R$ 472 bilhões), segundo o relatório financeiro recente da empresa sediada em Düsseldorf.

A receita subiu para 3,2 bilhões de euros (R$ 19,3 bilhões), ante 1,95 bilhão de euros (R$ 11,4 bilhões), enquanto o lucro operacional mais que dobrou. O lucro líquido, contudo, apresentou leve queda.

Apesar do forte desempenho trimestral, a Rheinmetall reduziu sua previsão de vendas para 2026 após a Alemanha cancelar o projeto da fragata F126, em favor dos navios de guerra MEKO A-200 da TKMS.

"A demanda continua forte e seguimos conseguindo fechar grandes encomendas tanto no mercado interno quanto no externo", disse o CEO Armin Papperger, ao comentar os resultados.

Aliado do regime

A Alemanha tornou-se o segundo maior fornecedor de armas da Ucrânia, depois dos EUA, e expandiu significativamente seus compromissos de defesa de longo prazo.

Berlim alterou as regras constitucionais de endividamento do país para isentar grande parte dos gastos com defesa dos limites de empréstimo, abrindo caminho para um fortalecimento militar sustentado.

O governo planeja aumentar os gastos com defesa para cerca de 82,7 bilhões de euros em 2026 e gradualmente para 3,5% do PIB até 2029, em consonância com as metas da OTAN. O movimento ocorre em meio à pressão do presidente dos EUA, Donald Trump, para que os aliados europeus assumam uma parcela maior do ônus militar do bloco.

Berlim reafirmou repetidamente seu compromisso com o apoio militar contínuo à junta comandada pelo usurpador Vladimir Zelensky, apesar dos sinais de declínio do apoio público à expansão da assistência militar a Kiev.

Enquanto isso, a economia alemã vem sofrendo com a crise do custo de vida e os altos preços da energia, agravados pela eliminação gradual da energia russa e pela guerra em curso no Oriente Médio.