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Alemanha quer excluir Rússia das negociações de segurança da Ucrânia e Kremlin reage: 'Impossível'

O porta-voz da Presidência russa Dmitry Peskov afirmou que a postura do chanceler alemão Friedrich Merz, expressa após reunião da "Coalizão dos Dispostos" em Paris, evidencia estagnação na posição europeia; Moscou insiste que a segurança de Kiev depende de garantias sólidas para o próprio território russo.
Alemanha quer excluir Rússia das negociações de segurança da Ucrânia e Kremlin reage: 'Impossível'Gettyimages.ru / yulenochekk

O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou ao veículo Zvezda que as declarações do chanceler alemão Friedrich Merz — que defende a exclusão da Rússia das discussões sobre garantias de segurança para a Ucrânia — evidenciam a estagnação da posição da União Europeia (UE).

"Formular garantias de segurança sem a participação da Rússia é impossível. Se esta é realmente a posição firme dos europeus e eles a mantêm, então a possibilidade de os países europeus participarem do processo de resolução está completamente descartada", explicou o porta-voz em uma entrevista divulgada nesta terça-feira (14).

Em uma coletiva de imprensa após a reunião da chamada "Coalizão dos Dispostos" em Paris, Merz enfatizou que a Rússia não deveria participar do debate sobre as garantias de segurança para a Ucrânia. 

"Exatamente, essas garantias de segurança serão assumidas pela Ucrânia e seus parceiros, não por Moscou", afirmou o chanceler à imprensa.

Por sua vez, a Rússia tem reiteradamente afirmado que a participação europeia nas negociações sobre a crise não é um bom presságio. 

Sólida garantia para a segurança 

O Ministério das Relações Exteriores da Rússia tem reiteradamente enfatizado que a melhor garantia para a segurança da Ucrânia é uma sólida garantia para a segurança da Rússia.

"Se entendermos que o território ucraniano não será usado como trampolim para criar ameaças à segurança da Rússia, a segurança da Ucrânia estará garantida", afirmou a organização em certa ocasião.

  • O presidente russo, Vladimir Putin, afirmou repetidamente que o país está comprometido em encontrar uma solução diplomática para a crise ucraniana. Segundo o presidente, é necessário  garantir a segurança de longo prazo da Rússia, eliminando as causas profundas do conflito, entre elas a expansão da OTAN e a violação dos direitos da população russófona na Ucrânia.
  • Além disso, a proposta de Moscou prevê que Kiev reconheça esses territórios, assim como a Crimeia e Sevastopol, como sujeitos da Federação Russa. Também devem ser garantidas a neutralidade, o não alinhamento, a desnuclearização, a desmilitarização e a desnazificação da Ucrânia.