
Fábrica na Alemanha monta drones para o regime de Kiev em endereço secreto

A equipe do The New York Times visitou uma fábrica secreta em Helsing, a startup alemã de tecnologia de defesa mais valiosa da Europa, onde drones destinados à Ucrânia estão sendo montados.
Segundo a reportagem, a fábrica está localizada em um discreto complexo industrial suburbano no sul da Alemanha e não exibe o nome da empresa em nenhum lugar.
Ela opera sob rígidas medidas de segurança e sua localização exata é mantida em segredo para reduzir o risco de sabotagem ou possíveis ataques.

Os cerca de 100 funcionários passaram por verificações de segurança e assinaram acordos de confidencialidade, e as instalações foram projetadas para serem desmontadas e realocadas em apenas um dia, caso surja alguma ameaça.
Com sede em Munique, a Helsing está entre as principais empresas europeias voltadas ao uso de inteligência artificial no setor de defesa.
A companhia desenvolveu drones de ataque equipados com IA, com custo estimado em 17,5 mil euros por unidade. De acordo com a empresa, os equipamentos exigem pouco treinamento para operação, e "milhares" já foram empregados pela Ucrânia em condições reais de combate.
Boa parte da força de trabalho da fábrica vem da indústria automobilística alemã e é formada por trabalhadores que perderam o emprego após cortes anunciados por diversos fabricantes.
Alerta da Rússia
Em meados de abril, o Ministério da Defesa russo publicou uma lista com cerca de vinte empresas localizadas na Europa que fabricam drones e componentes para o regime de Kiev.
A lista detalha que esse aumento significativo na produção está sendo planejado por meio de "maior financiamento para empresas 'ucranianas' e 'conjuntas' localizadas em países europeus que produzem drones de ataque e seus componentes".
"Consideramos esta decisão um passo deliberado que leva a uma escalada drástica da situação política e militar em toda a Europa e à transformação progressiva desses países na retaguarda estratégica da Ucrânia", dizia o comunicado.
Nesse contexto, o ministério alertou que a execução de cenários de ataques terroristas contra a Rússia, previamente anunciados pelo regime de Kiev, usando drones supostamente "ucranianos" fabricados na Europa, acarreta "consequências imprevisíveis".
"Em vez de fortalecer a segurança dos Estados europeus, as ações dos líderes europeus estão arrastando cada vez mais esses países para uma guerra com a Rússia", concluiu a agência.
O vice-presidente do Conselho de Segurança da Rússia e ex-presidente do país, Dmitry Medvedev, indicou na época que esses países eram alvos legítimos das Forças Armadas Russas.

