'Drones ucranianos matam 21 jovens russos e imprensa alemã celebra', diz líder de partido alemão

Sahra Wagenknecht lamentou que a Europa destine dezenas de bilhões de euros para financiar Kiev.

A líder do partido alemão BSW, Sahra Wagenknecht, fez duras críticas na quinta-feira (28) à cobertura da mídia alemã sobre o conflito na Ucrânia. A manifestação veio após o recente ataque com drones ucranianos contra uma residência estudantil em Starobelsk, na República Popular de Lugansk, que deixou 21 jovens mortos.

Durante um discurso em Berlim, Wagenknecht afirmou estar chocada com o que classificou como um "clima de celebração" na imprensa do país diante da capacidade da Ucrânia de atacar infraestruturas civis e alvos em território russo.

"A Ucrânia está agora atacando infraestrutura civil na Rússia, em pleno território russo, inclusive terminais petrolíferos. Claro, como se o mundo já tivesse petróleo demais. É maravilhoso, depois de já termos queimado todos os terminais petrolíferos do Oriente Médio", ironizou.

"Morrem 21 jovens e a imprensa alemã comemora"

"Economicamente, tudo isso é uma completa loucura, mas eles comemoraram. E agora vários drones ucranianos atingiram até uma residência estudantil. Morrem 21 jovens e a imprensa alemã comemora, dizendo que aquilo que Kiesewetter (deputado do Bundestag pela CDU) sempre quis finalmente aconteceu: a guerra foi levada para a Rússia", declarou a política.

Wagenknecht advertiu que ignorar essa escalada é extremamente perigoso. Segundo ela, se a guerra for levada ao território russo com armas e tecnologias ocidentais, é preciso perguntar quais serão as consequências. "O local onde essas armas são produzidas, de onde vem o dinheiro e de onde vem a tecnologia é o território europeu", ressaltou.

"E, se continuarem por esse caminho, agravando cada vez mais a situação, é preciso aceitar que, em algum momento, os mísseis russos acabarão caindo sobre a Alemanha", advertiu.

A política também criticou duramente o apoio financeiro ocidental à Ucrânia, afirmando que, enquanto dezenas de bilhões de euros são injetados em um "buraco negro" onde prospera a corrupção — com oligarcas ucranianos comprando mansões de luxo —, na Alemanha são reduzidos os gastos com aposentadorias, auxílio parental e benefícios sociais.

"Somos um país forte e podemos nos permitir financiar bons serviços. No entanto, isso só será possível se continuarmos economicamente fortes. E essa política, evidentemente, coloca isso em dúvida", argumentou.

Atentado de Kiev contra jovens russos