VÍDEO: Jornalistas estrangeiros visitam local de ataque mortal de Kiev

Jornalistas estrangeiros chegaram a Starobilsk neste domingo (24), na República Popular de Lugansk, onde puderam ver as condições em que ficou o instituto pedagógico atacado em 22 de maio pelas Forças Armadas da Ucrânia. Segundo as autoridades locais, a ação deixou 21 jovens mortos.
A comissária russa de Direitos Humanos, Yana Lantratova, também esteve no local e apresentou aos veículos internacionais destroços de drones e inscrições em idiomas estrangeiros encontradas nos equipamentos. "Observamos que foram fabricados, produzidos e lançados a partir da Ucrânia", afirmou. "E, por isso, eu quero perguntar: onde estão os direitos humanos?", acrescentou.
🎙❗️Jornalistas estrangeiros chegam ao local do atentado ucraniano na RússiaJornalistas chegaram a Starobelsk, na República Popular de Lugansk, para ver com os seus próprios olhos as consequências do atentado de Kiev contra um centro educacional e uma residência estudantil. pic.twitter.com/qjm3evC0rr
— RT Brasil (@rtnoticias_br) May 24, 2026
Lantratova acusou Kiev de repetir os ataques mesmo durante as tentativas de resgate. "Foi cínico e hipócrita que, apesar de estarem retirando crianças dos escombros, apesar de os pais não abandonarem o lugar esperando a chance de ver seus filhos com vida, a Ucrânia tenha atacado este local repetidas vezes", declarou. "Atacaram com tanta intensidade que se tornou simplesmente impossível continuar as buscas", denunciou.
Ela também criticou a cobertura de parte da imprensa internacional e disse que o episódio deveria ser classificado como terrorismo. "E o que vemos agora? Hipocrisia absoluta por parte de agências estrangeiras. Nosso presidente [Vladímir Putin] disse com toda razão: foi um ataque terrorista", afirmou. Dirigindo-se a veículos ocidentais, questionou: "Já que estou aqui, na cena do crime: onde estão essas instalações militares de que vocês falam? Pois bem, onde estão?".
Lantrátova rebateu ainda versões de que as defesas antiaéreas estariam em operação e teriam derrubado os drones. "Para que a defesa aérea derrubasse esses drones, primeiro teria de haver instalações militares por perto, e simplesmente não há. Esse é o primeiro ponto", disse. "Em segundo lugar, foram 16 drones em três ondas. Todos entendem que isso seria impossível. Foi um assassinato seletivo de crianças", concluiu.
- De acordo com o relato apresentado, na madrugada de 22 de maio, drones atingiram um prédio universitário e um dormitório estudantil. No momento do ataque, 86 jovens estariam no local. As autoridades afirmam que 21 pessoas morreram e mais de 60 ficaram feridas.
- Neste domingo, chegaram à República Popular de Lugansk representantes da imprensa de 19 países: Áustria, Brasil, Reino Unido, Hungria, Venezuela, Alemanha, Grécia, Espanha, Itália, Catar, China, Cuba, Líbano, Emirados Árabes Unidos, Paquistão, Estados Unidos, Turquia, Finlândia e França.
- Segundo a organização da viagem, Tóquio teria proibido a participação de jornalistas japoneses. A BBC informou ter recusado oficialmente o convite. Já a CNN estaria de férias.
