
Irã confirma novos ataques contra duas bases militares dos EUA no Oriente Médio

A Guarda Revolucionária do Irã (CGRI) confirmou neste domingo (12) ter lançado um ataque de retaliação contra a Base Aérea Príncipe Hassan, utilizada pelos Estados Unidos, na Jordânia.

Segundo o CGRI, a ofensiva foi uma resposta ao que classificou como uma "agressão" dos EUA contra bases costeiras das Forças Armadas iranianas.
De acordo com a corporação, os ataques americanos ocorreram após a Marinha da Guarda Revolucionária iniciar uma operação para interceptar duas embarcações que, segundo Teerã, colocavam em risco a navegação no Estreito de Ormuz ao desligarem seus sistemas de identificação e navegarem por rotas consideradas ilegais.
Na sequência, o CGRI informou que uma segunda base militar na região também foi alvo dos ataques.
Segundo a organização, "na segunda fase da contraofensiva, combatentes da força aeroespacial do Corpo da Guarda Revolucionária do Irã destruíram importantes centros de reparo e manutenção de helicópteros, o hangar de aeronaves de guerra eletrônica P-8 e o centro de comando e controle de drones do Exército dos Estados Unidos na Base Aérea Sheikh Isa, no Bahrein".
"A operação de retaliação continua", afirmou o CGRI.
"Um alvo legítimo"
Anteriormente, Teerã alertou países terceiros para que não permitam que os Estados Unidos utilizem seus territórios para lançar ataques contra o Irã. Segundo o governo iraniano, qualquer país que autorizar esse tipo de operação poderá se tornar "um alvo legítimo" de ações defensivas do país.
Enquanto reafirma sua determinação de defender a soberania e a integridade territorial do Irã diante de qualquer agressão militar por parte dos Estados Unidos ou de qualquer outro país, a República Islâmica advertiu contra qualquer forma de participação ou cooperação com os agressores, afirma um comunicado divulgado pelo Ministério das Relações Exteriores iraniano.
O órgão ressaltou que, de acordo com o direito internacional, os países vizinhos têm a obrigação de impedir que os agressores utilizem seus territórios e instalações para realizar ataques militares contra o Irã. Caso contrário, os países que facilitarem "qualquer ataque" ao território iraniano passarão a ser considerados "alvos legítimos" para ações defensivas das Forças Armadas da República Islâmica do Irã, acrescentou a chancelaria.

