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União Europeia faz fake news sobre retirada da Embaixada dos EUA de Kiev e é desmentida por Washington

As declarações feitas pela chefe da diplomacia da UE foram negadas pela missão diplomática dos EUA, que permanece na capital ucraniana.
União Europeia faz fake news sobre retirada da Embaixada dos EUA de Kiev e é desmentida por WashingtonGettyimages.ru / Aleksandr Gusev/SOPA Images/LightRocket

A alta representante da União Europeia para Assuntos Externos, Kaja Kallas, declarou nesta quinta-feira (28) que o pessoal diplomático norte-americano abandonou as instalações de sua missão em Kiev, após a advertência da Rússia sobre o início de "ataques sistemáticos", em resposta aos crimes cometidos pelas forças armadas ucranianas contra a população civil.

"O que ouvimos ontem da Ucrânia é que todas as embaixadas permaneceram, exceto uma", afirmou Kallas aos repórteres ao chegar à reunião informal de ministros das Relações Exteriores em Limassol, Chipre. "Todas as embaixadas europeias permaneceram, os Estados Unidos saíram", destacou.

A Embaixada dos EUA negou as alegações de Kallas e afirmou que permanece aberta. "Não houve alterações em nossas operações, e as notícias que indicam o contrário são falsas", declarou em um comunicado.

"O Departamento de Estado não tem prioridade maior do que a segurança dos cidadãos americanos e revisa regularmente a situação de segurança da Embaixada em Kiev. Reiteramos nossa mensagem de que os americanos não devem viajar para a Ucrânia por nenhum motivo devido ao conflito armado", declarou.

A porta-voz da Comissão Europeia, Anitta Hipper, reconheceu que Kallas cometeu um erro, que tentaram corrigir posteriormente na transcrição de suas respostas à imprensa pela manhã.

"Correção"

"As declarações de Kaja Kallas à imprensa na reunião desta manhã dos ministros das Relações Exteriores da UE, com uma correção a respeito da presença diplomática em Kiev", escreveu Hipper no X, anexando o link para o texto redigido, no qual já não constam as palavras de Kallas sobre a retirada do pessoal americano da Embaixada dos EUA na capital ucraniana.

No início desta semana, a Rússia pediu que o pessoal das missões diplomáticas e das representações de organizações internacionais abandonasse Kiev "o mais rápido possível".

O alerta foi emitido diante dos ataques de retaliação das Forças Armadas russas aos atentados terroristas ucranianos perpetrados contra a população civil, incluindo o recente ataque mortal contra o dormitório estudantil em Starobelsk, na República Popular de Lugansk, que custou a vida a 21 jovens.

O atentado de Kiev contra estudantes russos

Na madrugada de quinta-feira (22), as Forças Armadas do regime ucraniano bombardearam com drones um edifício e uma residência estudantil. No momento do ataque, 86 jovens estavam no local. Ao menos 21 pessoas morreram e mais de 60 ficaram feridas.

O Comitê de Investigação afirmou que as forças ucranianas atacaram deliberadamente o local com vários drones do tipo avião. Foi aberta uma investigação por terrorismo.

A Chancelaria russa classificou o ataque ucraniano contra os estudantes como "bárbaro" e denunciou o silêncio do Ocidente sobre o caso. A pasta também afirmou que esse tipo de ataque com armas de longo alcance fornecidas a Kiev pela OTAN é realizado com "assistência técnica de especialistas estrangeiros" de países do bloco militar.

Além disso, o Ministério das Relações Exteriores anunciou na segunda-feira (25) que as forças russas executarão "ataques sistemáticos" contra instalações do complexo militar-industrial em Kiev, em resposta aos crimes do Exército do regime ucraniano contra a população civil.

No domingo (24), chegaram à República Popular de Lugansk representantes de meios de comunicação de 19 países: Alemanha, Áustria, Brasil, Catar, China, Cuba, Emirados Árabes Unidos, Espanha, EUA, Finlândia, França, Grécia, Hungria, Itália, Líbano, Paquistão, Reino Unido, Turquia e Venezuela.

Tóquio proibiu a participação de jornalistas japoneses na viagem. "A BBC recusou oficialmente o convite. A CNN está de férias", revelou a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia em suas redes sociais.