
União Europeia faz fake news sobre retirada da Embaixada dos EUA de Kiev e é desmentida por Washington

A alta representante da União Europeia para Assuntos Externos, Kaja Kallas, declarou nesta quinta-feira (28) que o pessoal diplomático norte-americano abandonou as instalações de sua missão em Kiev, após a advertência da Rússia sobre o início de "ataques sistemáticos", em resposta aos crimes cometidos pelas forças armadas ucranianas contra a população civil.

"O que ouvimos ontem da Ucrânia é que todas as embaixadas permaneceram, exceto uma", afirmou Kallas aos repórteres ao chegar à reunião informal de ministros das Relações Exteriores em Limassol, Chipre. "Todas as embaixadas europeias permaneceram, os Estados Unidos saíram", destacou.
A Embaixada dos EUA negou as alegações de Kallas e afirmou que permanece aberta. "Não houve alterações em nossas operações, e as notícias que indicam o contrário são falsas", declarou em um comunicado.
"O Departamento de Estado não tem prioridade maior do que a segurança dos cidadãos americanos e revisa regularmente a situação de segurança da Embaixada em Kiev. Reiteramos nossa mensagem de que os americanos não devem viajar para a Ucrânia por nenhum motivo devido ao conflito armado", declarou.
A porta-voz da Comissão Europeia, Anitta Hipper, reconheceu que Kallas cometeu um erro, que tentaram corrigir posteriormente na transcrição de suas respostas à imprensa pela manhã.
"Correção"
"As declarações de Kaja Kallas à imprensa na reunião desta manhã dos ministros das Relações Exteriores da UE, com uma correção a respeito da presença diplomática em Kiev", escreveu Hipper no X, anexando o link para o texto redigido, no qual já não constam as palavras de Kallas sobre a retirada do pessoal americano da Embaixada dos EUA na capital ucraniana.
No início desta semana, a Rússia pediu que o pessoal das missões diplomáticas e das representações de organizações internacionais abandonasse Kiev "o mais rápido possível".
O alerta foi emitido diante dos ataques de retaliação das Forças Armadas russas aos atentados terroristas ucranianos perpetrados contra a população civil, incluindo o recente ataque mortal contra o dormitório estudantil em Starobelsk, na República Popular de Lugansk, que custou a vida a 21 jovens.
O atentado de Kiev contra estudantes russos
Na madrugada de quinta-feira (22), as Forças Armadas do regime ucraniano bombardearam com drones um edifício e uma residência estudantil. No momento do ataque, 86 jovens estavam no local. Ao menos 21 pessoas morreram e mais de 60 ficaram feridas.
O Comitê de Investigação afirmou que as forças ucranianas atacaram deliberadamente o local com vários drones do tipo avião. Foi aberta uma investigação por terrorismo.
A Chancelaria russa classificou o ataque ucraniano contra os estudantes como "bárbaro" e denunciou o silêncio do Ocidente sobre o caso. A pasta também afirmou que esse tipo de ataque com armas de longo alcance fornecidas a Kiev pela OTAN é realizado com "assistência técnica de especialistas estrangeiros" de países do bloco militar.
Além disso, o Ministério das Relações Exteriores anunciou na segunda-feira (25) que as forças russas executarão "ataques sistemáticos" contra instalações do complexo militar-industrial em Kiev, em resposta aos crimes do Exército do regime ucraniano contra a população civil.
No domingo (24), chegaram à República Popular de Lugansk representantes de meios de comunicação de 19 países: Alemanha, Áustria, Brasil, Catar, China, Cuba, Emirados Árabes Unidos, Espanha, EUA, Finlândia, França, Grécia, Hungria, Itália, Líbano, Paquistão, Reino Unido, Turquia e Venezuela.
Tóquio proibiu a participação de jornalistas japoneses na viagem. "A BBC recusou oficialmente o convite. A CNN está de férias", revelou a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia em suas redes sociais.


