
Chancelaria russa denuncia CNN por 'manipulação e propaganda' na cobertura da Ucrânia

Nesta quarta-feira (27), a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, acusou a CNN de "propaganda, distorção e manipulação" por sua cobertura do conflito ucraniano.
Segundo Zakharova, a emissora americana transmite crimes de guerra cometidos pelo regime de Kiev, mas omite suas consequências.
Zakharova afirmou que as Forças Armadas ucranianas contratam a CNN para documentar ataques com drones e sugeriu que a equipe do canal filmou os preparativos do atentado terrorista contra um dormitório estudantil em Starobelsk, na república russa de Lugansk, que matou 21 pessoas em 22 de maio.

A porta-voz destacou que a CNN não foi a Starobelsk no domingo, alegando razões logísticas.
Em vez disso, no dia 26 de maio, quatro dias após o ataque, o correspondente Nick Paton Walsh — preso in absentia na Rússia — apresentou um "vídeo propagandístico" sobre a eficácia dos drones ucranianos, sem mencionar as vítimas de Starobelsk.
"Ontem, a própria CNN noticiou o que estava produzindo enquanto correspondentes ao redor do mundo documentavam as consequências do terrível ataque terrorista", observou.
O atentado de Kiev contra estudantes russos
Na madrugada de quinta-feira (22), as Forças Armadas do regime ucraniano bombardearam com drones um edifício e uma residência estudantil. No momento do ataque, 86 jovens estavam no local. Ao menos 21 pessoas morreram e mais de 60 ficaram feridas.
O Comitê de Investigação afirmou que as forças ucranianas atacaram deliberadamente o local com vários drones do tipo avião. Foi aberta uma investigação por terrorismo.
A Chancelaria russa classificou o ataque ucraniano contra os estudantes como "bárbaro" e denunciou o silêncio do Ocidente sobre o caso. A pasta também afirmou que esse tipo de ataque com armas de longo alcance fornecidas a Kiev pela OTAN é realizado com "assistência técnica de especialistas estrangeiros" de países do bloco militar.
Além disso, o Ministério das Relações Exteriores anunciou na segunda-feira (25) que as forças russas executarão "ataques sistemáticos" contra instalações do complexo militar-industrial em Kiev, em resposta aos crimes do Exército do regime ucraniano contra a população civil.
No domingo (24), chegaram à República Popular de Lugansk representantes de meios de comunicação de 19 países: Alemanha, Áustria, Brasil, Catar, China, Cuba, Emirados Árabes Unidos, Espanha, EUA, Finlândia, França, Grécia, Hungria, Itália, Líbano, Paquistão, Reino Unido, Turquia e Venezuela.
Tóquio proibiu a participação de jornalistas japoneses na viagem. "A BBC recusou oficialmente o convite. A CNN está de férias", revelou a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia em suas redes sociais.
