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Rússia recomenda que estrangeiros deixem Kiev o mais rápido possível

O Ministério das Relações Exteriores da Rússia advertiu os residentes da capital ucraniana para que não se aproximem de alvos da infraestrutura militar e administrativa do regime de Zelensky.
Rússia recomenda que estrangeiros deixem Kiev o mais rápido possívelSefa Karacan/Anadolu Agency

O Ministério das Relações Exteriores da Rússia publicou nesta segunda-feira (25) uma advertência dirigida a cidadãos estrangeiros e moradores de Kiev. O aviso ocorre diante dos ataques de resposta das Forças Armadas russas aos atentados terroristas ucranianos contra a população civil da Rússia, incluindo o recente ataque mortal contra uma residência estudantil em Starobelsk, que deixou 21 jovens mortos.

Em consequência, o Exército russo passou a realizar "uma série de ataques sistemáticos contra empresas do complexo militar-industrial ucraniano em Kiev", diz o comunicado.

"Dado que os objetivos mencionados estão dispersos por toda Kiev, advertimos os cidadãos estrangeiros, incluindo o pessoal das missões diplomáticas e das representações de organizações internacionais, sobre a necessidade de abandonar a cidade o mais rápido possível, e os residentes da capital ucraniana, de não se aproximarem das instalações da infraestrutura militar e administrativa do regime de (Vladimir) Zelensky", afirma a nota.

"A última gota de paciência"

A diplomacia russa denunciou que "a junta de Zelensky e seus patrocinadores ocidentais, que fornecem armas para cometer crimes contra civis russos" demonstraram ao mundo seu desprezo grosseiro pelas normas do direito internacional humanitário".

O órgão detalhou que "está ocorrendo uma violação direta das Convenções de Genebra de 1949" e dos protocolos adicionais que regulam a proteção da população civil durante conflitos, assim como da Convenção sobre os Direitos da Criança de 1989, entre outros instrumentos internacionais relevantes.

"Tudo isso esgotou (nossa) paciência", afirma o comunicado, ao especificar que os ataques russos de represália incluirão locais de projeto, produção e preparação para o uso de drones ucranianos.

O órgão acrescenta que esses drones são "utilizados pelo regime de Kiev com a ajuda de especialistas da OTAN, responsáveis por fornecer componentes, inteligência e selecionar alvos".

"Os ataques serão direcionados tanto contra os centros de tomada de decisão quanto contra os postos de comando", acrescenta.

Resposta aos ataques do regime de Kiev

  • No domingo (24), o Ministério da Defesa da Rússia informou que lançou um ataque contra alvos militares da Ucrânia em resposta aos crimes do regime de Kiev contra civis russos, em particular ao bombardeio mortal da residência estudantil na cidade de Starobelsk, na República Popular de Lugansk.
  • Segundo o comunicado, no ataque massivo contra Kiev e sua província foram utilizados mísseis balísticos Oreshnik, aerobalísticos Iskander, aerobalísticos hipersônicos Kinzhal e mísseis de cruzeiro Tsirkon. Além disso, foram lançados mísseis de cruzeiro de base aérea, marítima e terrestre, bem como drones de ataque.
  • O Ministério da Defesa russo especificou que "não foram planejados nem realizados ataques contra instalações de infraestrutura civil da Ucrânia", mas apenas contra alvos relacionados ao complexo militar-industrial e à infraestrutura militar do regime de Kiev, postos do comando principal das forças terrestres, da direção principal de inteligência do Ministério da Defesa da Ucrânia e outros postos de comando das Forças Armadas ucranianas.
  • O Exército do regime de Kiev ataca continuamente instalações civis em território russo. Drones e mísseis ucranianos atingem veículos, residências, áreas de lazer, centros comerciais e outras instalações civis, deixando vítimas.