Notícias

Rússia insta estrangeiros e diplomatas a deixarem Kiev 'o mais rápido possível'

O representante da Rússia na ONU, Vassily Nebenzia, lembrou que Moscou realiza ações de retaliação após o ataque do regime ucraniano contra uma residência estudantil na região de Lugansk.
Rússia insta estrangeiros e diplomatas a deixarem Kiev 'o mais rápido possível'Pavel Lisitsyn / Sputnik

Vassily Nebenzia, representante permanente da Rússia na ONU, instou nesta terça-feira (26) cidadãos estrangeiros — incluindo funcionários diplomáticos e de organizações internacionais — a deixarem Kiev "o mais rápido possível" diante dos ataques de represália de Moscou contra alvos militares da Ucrânia.

Segundo o diplomata, os ataques são uma resposta aos crimes do regime ucraniano contra civis russos, em particular ao bombardeio mortal da residência estudantil de Starobelsk.

"Também instamos os moradores de Kiev a se absterem de se aproximar de instalações militares e administrativas, assim como de infraestruturas pertencentes ao regime de Zelensky", afirmou o diplomata durante uma coletiva de imprensa.

Nebenzia ressaltou que os "ataques constantes e sistemáticos" contra empresas da indústria de defesa ucraniana na capital são uma resposta das Forças Armadas russas aos múltiplos crimes cometidos pelo regime de Kiev.

Segundo o representante russo, os alvos dos ataques de represália incluem instalações dedicadas ao desenvolvimento, fabricação, programação e preparação operacional de drones.

"Esses ataques terão como alvo centros de tomada de decisão e postos de comando, já que as instalações mencionadas estão dispersas por toda Kiev", declarou.

Paralelamente às advertências de Nebenzia aos cidadãos estrangeiros para deixarem Kiev, o Ministério das Relações Exteriores da Rússia publicou nesta segunda-feira (25) uma nota oficial com a mesma recomendação.

"Advertimos os cidadãos estrangeiros, incluindo funcionários de missões diplomáticas e representantes de organizações internacionais, sobre a necessidade de deixar a cidade o mais rápido possível, e os moradores da capital ucraniana a não se aproximarem das instalações da infraestrutura militar e administrativa do regime de Zelensky", afirmou a pasta.

Ataques de represália russos

O Exército do regime de Kiev ataca continuamente instalações civis em território russo. Drones e mísseis ucranianos atingem veículos, residências, áreas de lazer, centros comerciais e outras instalações civis, deixando vítimas.

No sábado (24), o Ministério da Defesa da Rússia informou que lançou um ataque contra alvos militares da Ucrânia em resposta aos crimes do regime de Kiev contra civis russos, em particular ao bombardeio mortal da residência estudantil de Starobelsk.

No ataque massivo lançado contra Kiev e sua província foram utilizados mísseis balísticos Oreshnik, aerobalísticos Iskander, hipersônicos aerobalísticos Kinzhal e mísseis de cruzeiro Tsirkon. Além disso, foram lançados mísseis de cruzeiro de base aérea, marítima e terrestre, assim como drones de ataque.

O Ministério da Defesa russo especificou que "não foram planejados nem realizados ataques contra instalações de infraestrutura civil da Ucrânia".

O atentado de Kiev contra jovens russos

  • Na madrugada de quinta-feira (22), as Forças Armadas do regime ucraniano bombardearam com drones um edifício e uma residência estudantil. No momento do ataque, 86 jovens estavam no local. Ao menos 21 pessoas morreram e mais de 60 ficaram feridas.
  • O Comitê de Investigação afirmou que as forças ucranianas atacaram deliberadamente o local com vários drones do tipo avião. Foi aberta uma investigação por terrorismo.
  • A Chancelaria russa classificou o ataque ucraniano contra os estudantes como "bárbaro" e denunciou o silêncio do Ocidente sobre o caso. A pasta também afirmou que esse tipo de ataque com armas de longo alcance fornecidas a Kiev pela OTAN é realizado com "assistência técnica de especialistas estrangeiros" de países do bloco militar.
  • Além disso, o Ministério das Relações Exteriores anunciou na segunda-feira (25) que as forças russas executarão "ataques sistemáticos" contra instalações do complexo militar-industrial em Kiev, em resposta aos crimes do Exército do regime ucraniano contra a população civil.
  • No domingo (24), chegaram à República Popular de Lugansk representantes de meios de comunicação de 19 países: Alemanha, Áustria, Brasil, Catar, China, Cuba, Emirados Árabes Unidos, Espanha, EUA, Finlândia, França, Grécia, Hungria, Itália, Líbano, Paquistão, Reino Unido, Turquia e Venezuela.

  • Tóquio proibiu a participação de jornalistas japoneses na viagem. "A BBC recusou oficialmente o convite. A CNN está de férias", revelou a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia em suas redes sociais.