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Brasil celebra os 30 anos da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa

Governo destaca trajetória da CPLP como espaço de diálogo político, cooperação e promoção do idioma português entre nove países-membros.
Brasil celebra os 30 anos da Comunidade dos Países de Língua PortuguesaImagem gerada por IA

O Ministério das Relações Exteriores celebrou nesta sexta-feira (17) os 30 anos da criação da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), organização internacional fundada em 1996 com o objetivo de aproximar países que compartilham o idioma português e fortalecer a cooperação em áreas como política, cultura, educação e desenvolvimento.

A data marca a assinatura da Declaração Constitutiva da CPLP, em Lisboa, por Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal e São Tomé e Príncipe. A iniciativa nasceu com a proposta de transformar a língua portuguesa em um instrumento de integração entre países espalhados por diferentes continentes.

Ao longo de três décadas, a comunidade ampliou sua composição. Timor-Leste ingressou como membro pleno em 2002, após o processo de independência apoiado pela mobilização internacional, enquanto a Guiné Equatorial passou a integrar o bloco em 2014. Atualmente, a CPLP reúne nove países-membros.

Em nota, o Itamaraty afirmou que "ao longo de três décadas, [a CPLP] consolidou-se como espaço de concertação política, de cooperação para o desenvolvimento e de promoção e difusão da língua portuguesa".

Desafios da CPLP

A CPLP teve entre seus primeiros grandes desafios a questão de Timor-Leste. A atuação conjunta dos países da comunidade junto à Organização das Nações Unidas contribuiu para a realização do referendo de independência em 1999.

Além dos membros permanentes, a CPLP expandiu sua rede internacional e conta atualmente com 35 Observadores Associados e 130 Observadores Consultivos, reunindo países e organizações interessadas em participar de iniciativas de cooperação.

Ao celebrar o aniversário da comunidade, o Brasil afirmou renovar seu compromisso com a CPLP e destacou a organização como um espaço de "solidariedade e cooperação" para os próximos anos.