
Rússia condena hipocrisia do Ocidente após ataque ucraniano que matou dezenas de jovens

Vassily Nebenzia, representante permanente da Rússia na ONU, denunciou nesta terça-feira (26) oatentado cometido pelo regime de Kiev contra jovens russos na localidade de Starobelsk, na República Popular de Lugansk. O diplomata também criticou a comunidade internacional pelo que classificou como "um fracasso moral" na reação à morte de menores.
❗️"A CNN ESTAVA DE FÉRIAS"A Rússia convidou jornalistas de diferentes países para "verem com os próprios olhos" os resultados letais do ataque ucraniano contra uma residência estudantil.Veículos do Ocidente, no entanto, viraram as costas para a morte dos 21 jovens. pic.twitter.com/KfYVO5odYk
— RT Brasil (@rtnoticias_br) May 26, 2026
"Se o sofrimento de uma criança pode ser usado contra a Rússia, ele imediatamente se transforma em um escândalo internacional. Mas quando crianças morrem por ações premeditadas do regime de Kiev, a tragédia desaparece em meio a ressalvas, dúvidas e referências ao contexto", afirmou o diplomata.
O representante russo ressaltou que esse duplo padrão não é apenas um exercício de hipocrisia, mas representa "um fracasso moral e uma completa desonra".

Anteriormente, o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, ressaltou que, apesar dos esforços de Moscou para facilitar o deslocamento do maior número possível de repórteres à área do ataque, a cobertura da imprensa foi muito desigual.
Lavrov também detalhou asjustificativas apresentadas por meios de comunicação ocidentais para não informar sobre o massacre: alguns se recusaram a comparecer, outros alegaram estar de férias e outros foram impedidos por seus próprios governos. "Isso falando sobre a imprensa livre", denunciou Lavrov.
O atentado de Kiev contra jovens russos
- Na madrugada de quinta-feira (22), as Forças Armadas do regime ucraniano bombardearam com drones um edifício e uma residência estudantil. No momento do ataque, 86 jovens estavam no local. Ao menos 21 pessoas morreram e mais de 60 ficaram feridas.
- O Comitê de Investigação afirmou que as forças ucranianas atacaram deliberadamente o local com vários drones do tipo avião. Foi aberta uma investigação por terrorismo.
- A Chancelaria russa classificou o ataque ucraniano contra os estudantes como "bárbaro" e denunciou o silêncio do Ocidente sobre o caso. A pasta também afirmou que esse tipo de ataque com armas de longo alcance fornecidas a Kiev pela OTAN é realizado com "assistência técnica de especialistas estrangeiros" de países do bloco militar.
- Além disso, o Ministério das Relações Exteriores anunciou na segunda-feira (25) que as forças russas executarão "ataques sistemáticos" contra instalações do complexo militar-industrial em Kiev, em resposta aos crimes do Exército do regime ucraniano contra a população civil.
No domingo (24), chegaram à República Popular de Lugansk representantes de meios de comunicação de 19 países: Alemanha, Áustria, Brasil, Catar, China, Cuba, Emirados Árabes Unidos, Espanha, EUA, Finlândia, França, Grécia, Hungria, Itália, Líbano, Paquistão, Reino Unido, Turquia e Venezuela.
Tóquio proibiu a participação de jornalistas japoneses na viagem. "A BBC recusou oficialmente o convite. A CNN está de férias", revelou a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia em suas redes sociais.
