
Surto de hantavírus em cruzeiro: casal holandês morreu após viagem pela América do Sul

O Ministério da Saúde da Argentina confirmou que o casal de turistas holandeses que morreu devido ao hantavírus a bordo do cruzeiro MV Hondius percorreu a Argentina, o Chile e o Uruguai durante quatro meses antes de embarcar em Ushuaia, na Patagônia argentina, em 1º de abril.
O casal chegou à Argentina em 27 de novembro de 2025 e iniciou uma longa viagem de carro pelo Cone Sul.
A investigação oficial tenta determinar o possível ponto de origem dos contágios, verificando se um dos integrantes foi o "paciente zero" que contraiu a cepa Andes do hantavírus — capaz de transmissão de pessoa para pessoa — em terra firme, antes de embarcar no navio.

As autoridades argentinas ressaltam que o histórico de circulação desta variante da cepa Andes limita-se às províncias argentinas do sul, como Chubut, Río Negro e Neuquén, além do sul do Chile.
Autoridades informaram que o RNA da cepa Andes e placas sensibilizadas com antígenos dessa variante serão enviados para laboratórios na Espanha, Senegal, África do Sul, Países Baixos e Reino Unido.
O objetivo é fazer cerca de 2.500 testes de diagnóstico e estabelecer protocolos de tratamento para garantir o manejo correto dos casos.
Vigilância epidemiológica intensificada
Até o momento, foram confirmados oito casos vinculados ao MV Hondius, com três mortes.
Equipes técnicas do Ministério da Saúde e do instituto ANLIS-Malbrán viajarão a Ushuaia para capturar e analisar roedores nas áreas relacionadas ao itinerário do casal, como parte de uma estratégia de vigilância epidemiológica intensificada para identificar a origem do surto.
Enquanto isso, o navio segue em direção às Ilhas Canárias, na Espanha, com previsão de atracar no próximo sábado (9) para a evacuação dos demais passageiros.
