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Mãe de Thiago Ávila morre durante detenção do ativista em Israel

Condição delicada de Teresa Regina foi respondida com "dedicação incondicional da família", lê-se no comunicado lamentando o falecimento.
Mãe de Thiago Ávila morre durante detenção do ativista em IsraelSindicato dos Policiais Civis do Distrito Federal

Teresa Regina de Ávila e Silva, mãe do ativista Thiago Ávila, morreu nesta terça-feira (5). A informação foi divulgada pelo Sindicato dos Policiais Civis do Distrito Federal, instituição onde trabalha sua filha, a agente Luana de Ávila.

"Teresa Regina é lembrada como uma mulher de alegria e de força admiráveis, cuja trajetória foi marcada pela capacidade de enfrentar a vida com leveza, dignidade e amor. Ao longo de sua caminhada, construiu laços sólidos com todos ao seu redor, deixando como marca o carinho, a presença e o cuidado com a família", lê-se no comunicado divulgado pela instituição.

A notícia ocorre em um momento em que seu filho, Thiago Ávila, se encontra detido em Israel. Forças do país apreenderam uma embarcação da iniciativa Global Sumud Flotilla, que buscava romper o bloqueio à Faixa de Gaza para levar suprimentos.

Em suas redes sociais, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva lamentou a prisão, classificada como ''ação injustificável'' do governo de Israel''.

Entenda

  • A Flotilha Global Sumud, que seguia em direção a Gaza com suprimentos, foi interceptada por forças de Israel em águas internacionais nesta quinta-feira (30).
  • Entre os ativistas detidos, estavam quatro brasileiros.
  • A organização classificou a ação como pirataria e captura de pessoas, afirmando que Israel atua "com total impunidade, muito além de suas próprias fronteiras".
  • Ministros das Relações Exteriores de 11 países, incluindo o Brasil, condenaram em declaração conjunta, na quinta-feira (30), o ataque israelense à Flotilha da Solidariedade Global.
  • Segundo a declaração, a operação israelense representou uma violação direta de normas internacionais. "Os ataques israelenses aos navios e a detenção ilegal de ativistas humanitários em águas internacionais constituem uma flagrante violação do direito internacional e do direito internacional humanitário".