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Israel estende prisão de ativistas brasileiro e espanhol detidos em flotilha para Gaza

Ativistas foram levados a Israel após interceptação de flotilha que seguia para Gaza. Governo israelense acusa os dois de ligação com organização sancionada pelos Estados Unidos.
Israel estende prisão de ativistas brasileiro e espanhol detidos em flotilha para GazaOhad Zwigenberg

A Justiça de Israel prorrogou até domingo (10) a detenção do brasileiro Thiago Ávila e do espanhol-palestino Saif Abu Keshek, informou imprensa israelense nesta terça-feira (5). Os dois integravam uma flotilha internacional que tentava levar suprimentos à Faixa de Gaza.

Ávila e Abu Keshek passaram por nova audiência nesta terça-feira (5) em Ashkelon, cidade localizada a cerca de 60 km de Tel Aviv.

"O tribunal aprovou a prorrogação da prisão preventiva até domingo de manhã", disse Miriam, que representa os detidos.

Os dois já haviam comparecido à Justiça no domingo (3), quando a prisão preventiva foi prorrogada por dois dias.

Entenda

  • A Flotilha Global Sumud, que seguia em direção a Gaza com suprimentos, foi interceptada por forças de Israel em águas internacionais nesta quinta-feira (30).
  • Entre os ativistas detidos, estavam quatro brasileiros.
  • A organização classificou a ação como pirataria e captura de pessoas, afirmando que Israel atua "com total impunidade, muito além de suas próprias fronteiras".
  • Ministros das Relações Exteriores de 11 países, incluindo o Brasil, condenaram em declaração conjunta, na quinta-feira (30), o ataque israelense à Flotilha da Solidariedade Global.
  • Segundo a declaração, a operação israelense representou uma violação direta de normas internacionais. "Os ataques israelenses aos navios e a detenção ilegal de ativistas humanitários em águas internacionais constituem uma flagrante violação do direito internacional e do direito internacional humanitário".