
Trump anuncia pausa em operação no Estreito de Ormuz

O presidente Donald Trump afirmou nesta terça-feira (5) que os Estados Unidos decidiram pausar temporariamente o chamado Projeto Liberdade, iniciativa voltada ao trânsito de navios pelo Estreito de Ormuz, em meio a avanços diplomáticos com o Irã. Segundo ele, a medida ocorre após "tremendo sucesso militar" na campanha contra o país e atende a pedidos de Paquistão e outras nações.

Em publicação na plataforma TruthSocial, ele escreveu que apesar da suspensão momentânea da operação marítima, o bloqueio contra o Irã "permanecerá em pleno vigor", enquanto as negociações seguem em andamento.
Trump destacou ainda que há "grande progresso" rumo a um acordo "completo e final" com representantes iranianos, sugerindo uma possível resolução do impasse no curto prazo.
A pausa, conforme explicou o presidente, tem como objetivo avaliar se o entendimento pode ser concluído e formalizado. "Vamos ver se o acordo pode ser finalizado e assinado", escreveu.
Em 21 de abril, o presidente Donald Trump anunciou a prorrogação do cessar-fogo com o Irã, estabelecido 15 dias antes. Ele explicou que a decisão se devia ao fato de que, supostamente, o governo iraniano está "gravemente dividido" e de que os mediadores do Paquistão pediram a Washington que suspendesse seus ataques contra a República Islâmica "até que seus líderes e representantes possam apresentar uma proposta unificada".
Além disso, o mandatário ordenou às Forças Armadas dos EUA que mantivessem o bloqueio naval no estreito de Ormuz e permanecessem em estado de alerta e operacionais.
Em 18 de abril, o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica declarou que o Estreito de Ormuz permanecerá fechado até que Washington levante completamente o bloqueio naval. "Aproximar-se do estreito de Ormuz será considerado uma cooperação com o inimigo, e a embarcação infratora será atacada", advertiu a entidade.
No domingo, 3 de maio, o líder republicano anunciou uma iniciativa para liberar os navios retidos no estreito de Ormuz. Segundo Trump, o "Projeto Liberdade" começou na manhã desta segunda-feira (4), no horário do Oriente Médio, com a participação de destróieres com mísseis guiados, mais de 100 aeronaves, plataformas não tripuladas multidomínio, além de 15 mil efetivos das Forças Armadas.
