
Estudo associa consumo de suplemento popular ao Alzheimer; confira qual

Uma pesquisa recente, fundamentada em dados da iniciativa Alzheimer’s Disease Neuroimaging (ADNI), trouxe resultados inesperados sobre o uso de suplementos para a saúde cerebral.

O estudo aponta que a suplementação com ômega 3 pode estar associada a um declínio cognitivo mais rápido em pessoas idosas, desafiando a hipótese predominante de que o composto exerceria um papel neuroprotetor.
Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores analisaram 1.814 participantes, comparando um grupo de 273 pessoas que consumiam principalmente óleo de peixe com outro de 546 indivíduos que não utilizavam o suplemento. Após um acompanhamento de cinco anos, observou-se que os usuários de ômega 3 apresentaram um declínio mais acentuado nos testes padrão utilizados para o diagnóstico de Alzheimer.
Redução no metabolismo da glicose
O diferencial da investigação foi a análise de biomarcadores. Os cientistas descobriram que essa aceleração no comprometimento cognitivo não está ligada aos marcadores tradicionais da doença, como a perda de substância cinzenta ou o acúmulo das proteínas tau e beta-amiloide.
Em vez disso, exames de tomografia especializada revelaram uma redução no metabolismo da glicose em regiões do cérebro vulneráveis ao Alzheimer, sugerindo que esta seria a via de ação do suplemento.
Apesar dos dados, os autores ressaltam que o estudo é observacional e não estabelece uma relação de causa e efeito. Entre as limitações, citam a dificuldade de monitorar doses exatas e a qualidade dos óleos consumidos.
