As fraudes virtuais criadas pela IA representam 'o crime se adaptando ao mundo conectado e digital' — Entrevista RT

Bastam somente três segundos de áudio para que a IA consiga imitar uma voz "com mais de 80 % de semelhança", afirma Luiz Augusto D'Urso, advogado brasileiro e especialista em crimes cibernéticos. Segundo ele, com essa ferramenta, um criminoso pode se expressar por escrito exatamente como um familiar da vítima. Além disso, alerta que o uso da IA para fins criminosos pode fazer muita gente "perder muito dinheiro". Como se proteger dos crimes cibernéticos? Veja no "Entrevista", da RT.

A inteligência artificial está tornando os golpes digitais mais sofisticados e personalizados, alerta o advogado Luiz Augusto D'Urso, especialista em direito digital e crimes cibernéticos.

Segundo ele, criminosos já usam IA para clonar vozes e imagens, além de dados vazados, para se passar por familiares e convencer as vítimas a fazer transferências bancárias.

D'urso afirma que a combinação de tecnologia com engenharia social, medo e urgência aumenta o risco de fraude. Ele recomenda que familiares criem uma palavra-chave para confirmar pedidos de dinheiro.

Para comerciantes, a orientação é não confiar em comprovantes e verificar diretamente se o pagamento foi compensado.

Responsabilidade digital

O advogado também chamou atenção para a responsabilidade de bancos, fintechs e plataformas digitais. Segundo Durso, as empresas podem ser responsabilizadas quando falhas ou negligência contribuem para a fraude.

Ele defende ainda procedimentos mais rápidos para bloquear transferências suspeitas e dificultar operações fraudulentas, mas sem impedir o uso legítimo dos serviços financeiros.