A literatura russa 'é uma contribuição à humanidade pela qual devemos ser gratos' - Entrevista RT

O cancelamento da cultura russa no Ocidente “é uma barbaridade”, afirma Rubens Figueiredo, escritor brasileiro e tradutor de muitas obras-primas da literatura russa para o português. Segundo ele, suas traduções lutam contra os preconceitos linguísticos e contribuem para a compreensão mútua dos povos. No ‘Entrevista’, da RT, fala de como surgiu seu interesse pelo russo e dos livros que mais o impactaram.

O escritor e tradutor brasileiro Rubens Figueiredo afirmou que sua relação com a literatura russa começou ainda na juventude, quando descobriu autores como Tolstói e Gorki.

Em entrevista a RT, ele contou que estudou russo na PUC-Rio, e anos depois realizou o sonho de traduzir diretamente obras de grandes escritores do país.

Figueiredo, responsável por traduções de autores como Dostoiévski, Tolstói e Tchekhov, destacou que o trabalho do tradutor não é apenas adaptar palavras, mas preservar efeitos literários e características do texto original.

Segundo ele, repetições e escolhas de linguagem feitas pelos autores russos carregam intenções que precisam ser mantidas em outras línguas.

Tentativas de rejeitar a cultura russa 

Ao comentar o sucesso da literatura russa do século 19, o escritor disse que essas obras refletem um período de intensos debates sociais e políticos, quando a sociedade russa vivia a sensação de múltiplas possibilidades para o futuro.

No fim da entrevista, o escritor criticou tentativas de rejeitar a cultura russa por motivos políticos e afirmou que a literatura deve ser vista como um patrimônio universal.

Para ele, o contato entre culturas ajuda a combater preconceitos e amplia a compreensão entre os povos.