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Rogério Marinho anuncia candidatura à presidência do Senado

Senador do PL defende anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro e promete respeitar a proporcionalidade partidária na composição da Mesa.
Rogério Marinho anuncia candidatura à presidência do SenadoJefferson Rudy/Agência Senado

O senador Rogério Marinho (PL-RN), atual líder da Oposição na Casa, lançou sua candidatura à presidência do Senado para o biênio 2027–2028. O principal adversário deve ser o atual presidente, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que busca a reeleição. A senadora Tereza Cristina (PP-MS) também é cotada para a disputa. A informação foi publicada pelo portal g1.

Marinho aposta no tamanho da bancada do PL, que terá 29 integrantes a partir de fevereiro de 2027, tornando-se a maior da Casa. Apesar disso, precisará negociar com outras legendas para alcançar os 41 votos necessários à vitória. O senador mencionou conversas com parlamentares do PP e do Republicanos. Alcolumbre, por sua vez, já conta com o apoio da federação União-PP e de integrantes do MDB e do PSD.

Em seu discurso de lançamento, Marinho prometeu respeitar a proporcionalidade das bancadas, a democracia e as divergências entre os parlamentares. Também afirmou que pretende se posicionar contra eventuais crimes de responsabilidade cometidos por ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), embora tenha negado que o impeachment de integrantes da Corte seja a principal bandeira de sua candidatura.

Anistia aos condenados pelo 8 de Janeiro 

Ele também defendeu uma proposta de anistia para condenados pelos atos de 8 de Janeiro e pela trama golpista, mas ressaltou que a decisão caberá ao conjunto dos senadores. Marinho ainda manifestou apoio ao voto aberto na eleição para a presidência da Casa, embora o regimento estabeleça que a votação seja secreta.

A eleição está prevista para a primeira semana de fevereiro de 2027. Além do comando do Senado e do Congresso Nacional, a disputa envolve cargos estratégicos, como a Primeira Vice-Presidência e as presidências das comissões de Constituição e Justiça (CCJ) e de Assuntos Econômicos (CAE). 

O presidente da Casa também tem a prerrogativa de definir, em conjunto com os líderes partidários, quais propostas chegam ao plenário e de decidir sobre a abertura de processos de impeachment contra ministros do STF e o procurador-geral da República.