
Apoio a Alcolumbre cresce no Senado após vitória de Lula e afeta planos de impeachment no STF

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), recuperou apoio político para disputar mais um mandato à frente da Casa após a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre Flávio Bolsonaro (PL), informou o Terra.
O cenário representa uma mudança em relação ao período posterior ao primeiro turno, quando Alcolumbre enfrentou o enfraquecimento de suas alianças estaduais e o crescimento da bancada do PL, que passou a ocupar aproximadamente um terço das cadeiras do Senado.

Naquele momento, integrantes da oposição articulavam uma chapa para disputar a presidência do Senado e avaliavam nomes como o de Rogério Marinho (PL-RN), que coordenou a campanha de Flávio Bolsonaro, e o de Tereza Cristina (PP-MS), ex-ministra da Agricultura e líder do PP no Senado.
Vitória de Lula muda cenário no Senado
Entretanto, a vitória de Lula mudou o rumo das negociações e deu novo impulso a uma reeleição de Alcolumbre na presidência da Casa.
Alcolumbre se reuniu com Lula no Palácio da Alvorada para cumprimentar o presidente reeleito, segundo a Agência Senado.
Na ocasião, o senador reafirmou o compromisso com o diálogo institucional e declarou: "Os brasileiros esperam de nós resultados. Temos muito trabalho pela frente".
Menos de 48 horas após o resultado eleitoral, a federação União Progressista, formada por União Brasil e PP, anunciou apoio à recondução de Alcolumbre à presidência do Senado e do Congresso Nacional.
Impeachment de ministros do STF perde espaço
O fortalecimento de Alcolumbre também pode dificultar os planos da oposição de avançar com pedidos de impeachment contra integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF), especialmente Alexandre de Moraes, principal alvo dessas iniciativas no Senado, responsável pelo processo que condenou Bolsonaro.
Pelo menos 49 dos 81 senadores eleitos defendem o afastamento de ministros do STF, embora sejam necessários 54 votos para aprová-lo.
Cabe ao presidente do Senado encaminhar a denúncia à Advocacia da Casa, responsável pela análise técnica do pedido.
Em seguida, a proposta passa pela Comissão Diretora e só então pode ser submetida à deliberação dos senadores.
Alcolumbre já demonstrou resistência em impulsionar esse tipo de processo.
- A eleição para a presidência do Senado está prevista para o início de fevereiro do próximo ano, quando começa a próxima legislatura, e as alianças partidárias serão decisivas para definir o comando da instituição.

