
Flávio Bolsonaro pode ficar 'o tempo que quiser' nos EUA, afirma Trump

O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que o candidato derrotado à presidência do Brasil, Flávio Bolsonaro, pode permanecer no país pelo tempo que desejar.
"Acho que ele foi tratado muito mal, muito mal mesmo, então ele pode ficar aqui o tempo que quiser", declarou aos jornalistas neste sábado (31), durante uma festa de Halloween realizada em sua residência particular em Mar-a-Lago, na Flórida.
‼️Flávio Bolsonaro pode ficar 'O TEMPO QUE QUISER' nos EUA, afirma Trump Apesar disso, o presidente dos EUA descartou a possibilidade de se encontrar com ele. https://t.co/g6PmJA8tNN
— Erretê Brasil (@erretebrasil) November 1, 2026
"Na minha opinião, as eleições foram uma vergonha, ele foi tratado muito mal", acrescentou. No entanto, descartou a possibilidade de se encontrar com ele.
Fuga através da Argentina
Bolsonaro chegou aos EUA nesta quarta-feira (28) apesar de o Supremo Tribunal Federal brasileiro ter proibido sua saída do país e determinado a entrega de seus passaportes.

A medida foi tomada no âmbito de uma investigação sobre lavagem de dinheiro. O político viajou acompanhado de sua esposa e da duas filhas.
Segundo os registros migratórios argentinos, a família entrou no país na terça-feira, 27 de outubro, às 22h50, pela ponte internacional Tancredo Neves.
Posteriormente, embarcou em Puerto Iguazú em um avião Gulfstream G400, da empresa Baires Fly, que decolou às 00h21 do dia 28 de outubro com destino declarado a Guayaquil, no Equador, antes de seguir para Miami.
As autoridades argentinas alegaram que os quatro viajantes apresentaram documentação válida e não possuíam impedimentos registrados para entrar em território nacional.
A viagem gerou uma controvérsia política e judicial na Argentina. A promotora Paloma Ochoa solicitou medidas preliminares para apurar se funcionários do governo de Javier Milei facilitaram, de forma irregular, o deslocamento do ex-candidato.
Por sua vez, o Poder Executivo negou qualquer participação indevida e afirmou ter entregue à Justiça os registros migratórios e aeroportuários correspondentes. O chefe de Gabinete, Diego Santilli, sustentou que não havia nenhum alerta da Interpol que impedisse o trânsito de Bolsonaro pelo país.
