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Justiça argentina investiga se governo Milei facilitou fuga de Bolsonaro para EUA

Uma juíza federal determinou a preservação de imagens dos controles de fronteira e solicitou informações oficiais sobre a entrada do ex-candidato brasileiro no país.
Justiça argentina investiga se governo Milei facilitou fuga de Bolsonaro para EUAGettyimages.ru / Isabella Finholdt

A Justiça argentina começou a investigar se funcionários do governo de Javier Milei facilitaram, de maneira irregular, a saída do ex-candidato presidencial brasileiro Flávio Bolsonaro rumo aos EUA.

A juíza federal María Eugenia Capuchetti determinou a preservação das gravações dos controles migratórios e solicitou informações a órgãos oficiais para apurar as circunstâncias de sua passagem pela Argentina, segundo informou o jornal La Nación.

A magistrada, que atua nos tribunais federais de Buenos Aires, determinou que a Direção Nacional de Migrações e o Ministério das Relações Exteriores informem se havia algum impedimento legal para a entrada de Bolsonaro em território argentino.

Também ordenou a conservação das filmagens da Ponte Internacional Tancredo Neves, que liga a Argentina ao Brasil, e do aeroporto de Puerto Iguazú, na província de Misiones, de onde o político partiu em direção aos Estados Unidos.

As medidas foram solicitadas pela promotora Paloma Ochoa, que havia requerido dez diligências para esclarecer o ocorrido. No entanto, Capuchetti autorizou apenas parte delas, enquanto tramita uma investigação preliminar para determinar se é cabível a abertura de um processo penal.

Entre as provas solicitadas originalmente estavam o plano de voo da aeronave particular utilizada por Bolsonaro, a lista de passageiros e a identificação dos agentes de imigração que participaram do procedimento.

A investigação teve início a partir de uma denúncia feita pelo dirigente do Partido Obrero (PO), Gabriel Solano, contra Milei e funcionários de sua administração. Solano os acusa de supostos crimes de favorecimento pessoal qualificado, abuso de autoridade, prevaricação (descumprimento de deveres de funcionário público) e desvio de recursos públicos.

Por sua vez, o deputado Esteban Paulón apresentou outra denúncia contra o presidente argentino, o chanceler Pablo Quirno e o assessor presidencial Santiago Caputo, a qual foi distribuída a outro juízo federal.