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'Comentários estúpidos': Macron ataca líderes estrangeiros por criticarem os distúrbios na França

"Todos os que falam mal do nosso país neste momento são pessoas que não amam a França. Essas pessoas me irritam!", declarou o presidente francês.
'Comentários estúpidos': Macron ataca líderes estrangeiros por criticarem os distúrbios na FrançaGeert Vanden Wijngaert

O presidente da França, Emmanuel Macron, criticou "líderes estrangeiros" por usarem os distúrbios de 17 de outubro no país em suas campanhas políticas e denunciou a manipulação posterior das informações, informa a RTL.

"Todos os que falam mal do nosso país neste momento são pessoas que não amam a França. Essas pessoas me irritam!", declarou o presidente francês durante uma coletiva de imprensa em Doha, no Catar, como parte de sua viagem pelos países do Golfo Pérsico, sem mencionar diretamente a quem dirigia suas críticas.

Macron também afirmou que alguns "líderes estrangeiros" estão "fazendo campanha às custas da França" e classificou suas críticas como "inaceitáveis e estúpidas".

Além disso, o chefe do Palácio do Eliseu denunciou a circulação de imagens geradas por inteligência artificial que mostravam cenas que nunca ocorreram em território francês, como uma suposta notícia sobre uma invasão de migrantes e islamistas.

Macron anunciou ainda que, na quinta-feira (22), se reunirá com os serviços de inteligência, o primeiro-ministro Sébastien Lecornu e outros ministros para receber um relatório detalhado sobre a jornada de mobilização de 17 de outubro.

"Não deve haver nervosismo", ressaltou. E insistiu: "Estou cumprindo meu papel, estou à altura da minha tarefa".

Líderes estrangeiros associam os distúrbios à imigração

Entre os que comentaram os distúrbios está o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que atribuiu os episódios à imigração e afirmou que a França estava sendo tomada por migrantes, jihadistas e comunistas.

Já o presidente da Argentina, Javier Milei, fez referência ao próprio discurso no Fórum Econômico Mundial de Davos, em 2024, e criticou as ideologias socialistas e coletivistas que, segundo ele, teriam "se apoderado" dos valores ocidentais, segundo o La Nación.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou que a França havia "cedido à invasão do islamismo extremista", de acordo com o The Times of Israel.

Já o primeiro-ministro húngaro, Péter Magyar, e o líder do partido espanhol de extrema direita Vox, Santiago Abascal, também apontaram a imigração como o fator desencadeante da situação.