Trump culpa imigrantes pelos distúrbios na França: 'Fechem as fronteiras, já!'

Presidente dos EUA associa protestos e episódios de violência na França à imigração e volta a defender o fechamento das fronteiras.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, se pronunciou em sua plataforma, Truth Social, na segunda-feira (19) sobre os violentos distúrbios e os protestos em massa que vêm abalando o país.

"Os imigrantes tomaram conta da França. Fechem as fronteiras, já!", escreveu o presidente americano.

Anteriormente, o inquilino da Casa Branca havia caracterizado de maneira semelhante os protestos estudantis no país europeu, no início de outubro.

"O que está acontecendo na França nada mais é do que uma imigração em massa descontrolada", escreveu o presidente.

"Isso não tem nada a ver com escolas, mas sim com o Islã querendo tomar o controle de um país que já foi grande!", escreveu ele no Truth Social.

A França, assim como outros países europeus, está passando por uma onda de protestos em massa contra o aumento do custo de vida.

As manifestações se somam às reclamações de estudantes do ensino médio sobre as condições educacionais, após mais de três semanas de paralisações escolares.

Os protestos resultaram em confrontos violentos entre manifestantes e forças de segurança, com episódios de tumultos, saques e vandalismo em várias cidades do país.

Crise política e resposta do governo

Em meio à crise, o ministro do Interior da França, Laurent Nuñez, tentou deixar o cargo. "Apresentei meu pedido de demissão porque sou responsável por tudo o que está acontecendo", declarou o ministro.

No entanto, o Palácio do Eliseu informou que Macron rejeitou o pedido "diante da necessidade de manter o comando das forças de segurança sem interrupções no contexto atual".

O premiê Sébastien Lecornu, anunciou o início de "uma operação judicial massiva". 

"O povo francês precisa entender como os distúrbios foram organizados de uma forma completamente inédita: durante o dia pela extrema esquerda e à noite por criminosos comuns", afirmou ele ao sair da reunião do gabinete interministerial de crise.

Onda de protestos se espalha pela Europa