'À beira do caos': Kremlin comenta onda de protestos na Europa

O porta-voz da Presidência russa afirmou que, embora seja difícil determinar se trata-se ou não de uma crise sistêmica, é evidente que a situação é grave.

O porta-voz da presidência russa, Dmitry Peskov, descreveu nesta segunda-feira (19) a onda de protestos em massa que assola a Europa como uma "crise grave".

"É difícil determinar se trata-se de uma crise sistêmica ou não, mas esta é, evidentemente, uma crise grave", afirmou o porta-voz, alertando que os distúrbios na França, Itália e outros países europeus "beiram o caos". Ele esclareceu, no entanto, que a situação é de responsabilidade de cada país.

Os protestos que se espalham pela França, Itália, Bélgica, Albânia e Portugal têm origens diversas, mas compartilham um ponto em comum: a insatisfação com o aumento do custo de vida e a crise habitacional. Em vários países, as manifestações tornaram-se violentas, particularmente na França, que no último fim de semana testemunhou os piores distúrbios dos últimos anos.

Na França, grupos de manifestantes entraram em confronto com a polícia, ergueram barricadas, incendiaram veículos e prédios públicos e saquearam lojas. Os acontecimentos geraram críticas à resposta policial e à forma como o governo lidou com a situação. O próprio Ministro do Interior, Laurent Nuñez, reconheceu que a polícia "perdeu o controle" em algumas cidades.