As operações de fusões e aquisições de projetos de minerais críticos movimentaram US$ 6 bilhões (cerca de R$ 29,94 bilhões) entre janeiro e outubro de 2026, mais que o dobro dos US$ 2,3 bilhões (cerca de R$ 11,48 bilhões) registrados durante todo o ano de 2025. Os dados são de um levantamento da A&M Infra, unidade da consultoria Alvarez & Marsal. A informação foi publicada pela imprensa especializada na sexta-feira (10).
Os projetos de terras raras concentraram 42% dos US$ 8,2 bilhões (cerca de R$ 40,9 bilhões) negociados entre 2025 e 2 de outubro de 2026. Esses minerais integram o grupo de recursos considerados fundamentais para a transição energética.
Entre os principais negócios está a aquisição da mineradora Serra Verde, localizada em Minaçu (GO), pela americana USA Rare Earth, por US$ 2,8 bilhões (cerca de R$ 13,97 bilhões). A australiana Lynas também anunciou a compra do projeto Caldeira, em Caldas (MG), por US$ 672 milhões (cerca de R$ 3,35 bilhões).
As empresas chinesas responderam por 30% dos valores negociados na compra de projetos de minerais críticos, de acordo com a consultoria. Os investimentos envolveram diferentes recursos minerais, como níquel, alumínio e ouro.
Entre os grupos chineses que participaram dessas operações estão CMOC, Chalco, MMG, Baiyin e CNMC.
Investimentos no Brasil
As mineradoras de menor porte que atuam no segmento de minerais críticos no Brasil captaram US$ 600 milhões (cerca de R$ 2,99 bilhões) entre julho de 2025 e outubro de 2026, conforme o levantamento da A&M Infra.
Os recursos foram obtidos por meio da emissão de títulos em bolsas de valores estrangeiras, principalmente no Canadá e na Austrália, além de aportes diretos de capital.
Grande parte desses projetos ainda está em fase de pré-operação. Nessa etapa, as empresas buscam avançar no licenciamento ambiental, na certificação das reservas minerais e na obtenção de financiamento para a construção das unidades industriais.