
País onde Che Guevara foi executado quer declará-lo 'inimigo da pátria'

O deputado do Partido Democrata Cristão (PDC), Manolo Rojas, e o ativista Dennis Vallejos apresentaram, na quinta-feira (8) uma proposta legislativa para "eliminar o nome de Ernesto 'Che' Guevara de monumentos, parques, escolas e praças" na Bolívia, país onde o revolucionário argentino foi executado em 1967, unformou a imprensa boliviana eju.tv.
Em uma coletiva de imprensa, Vallejos afirmou que, com sua iniciativa, "nunca mais as instituições do Estado estarão alinhadas a uma corrente política".
Na avaliação de Rojas, a imagem do 'Che' é uma "mancha" que representa uma "ideologia perversa".
🔵#GrupoFides | #ANF El diputado del Partido Demócrata Cristiano (PDC), Manolo Rojas, anunció la presentación de un proyecto de ley para retirar de espacios públicos e instituciones del Estado imágenes, estatuas y otros símbolos asociados a tendencias políticas, como la figura de Ernesto “Che” Guevara.
— Agencia de Noticias Fides (@noticiasfides) October 8, 2026
O parlamentar considerou inaceitável que espaços públicos prestem homenagem a um "estrangeiro que veio matar bolivianos".
Por isso, propôs que os monumentos que atualmente exaltam a figura de 'Che' sejam "substituídos por personalidades de referência" do país andino.
Na mesma linha, ele dirigiu uma crítica direta aos integrantes da Central Operária Boliviana (COB), cuja logomarca atualmente traz a imagem do 'Che', pedindo que a substituam pela de um herói nacional.
"Não estamos dizendo que coloquem uma figura de referência da direita", argumentou.

A imprensa boliviana destaca que a imagem do revolucionário argentino foi especialmente promovida durante o governo de Evo Morales, período em que foram erguidos monumentos em sua homenagem.
De fato, a comunidade de La Higuera, em Santa Cruz, tornou-se um ponto de interesse para admiradores de seu legado, pois foi ali que o símbolo da esquerda internacional acabou sendo executado pelo Exército boliviano, com a colaboração da Agência Central de Inteligência (CIA).
Nesta sexta-feira (9), Morales dedicou uma publicação em suas redes sociais ao lendário guerrilheiro: "Em 1967, em um dia como hoje, o império e seus servos capturaram nosso irmão, o Comandante Ernesto 'Che' Guevara, acreditando que, com seu assassinato, apagariam a revolução; por isso, no Dia do Guerrilheiro Heroico, reafirmamos que seu legado de lealdade, dignidade e luta anti-imperialista continua mais vivo do que nunca nos povos livres da Pátria Grande que defendem sua soberania. Até a vitória, sempre!".
