
Defesa de Vorcaro não confirma autenticidade de áudio sobre Lula

A defesa do ex-banqueiro Daniel Vorcaro divulgou uma nota nesta sexta-feira (9) na qual afirma não reconhecer o conteúdo nem a autenticidade do áudio divulgado pela revista Veja, em que ele teria mencionado tratativas para financiar um filme sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
"A defesa de Daniel Vorcaro repudia a divulgação de supostos anexos que estariam relacionados a tratativas de colaboração premiada que não foi celebrada. A defesa não confirma o conteúdo de qualquer material divulgado, cuja origem, autenticidade e integridade não são reconhecidas", afirmam os advogados Sérgio Leonardo e Engels Augusto Muniz.

Delação premiada
Na nota, os defensores dizem que o material preliminar relacionado à colaboração premiada foi disponibilizado a um número restrito de autoridades, submetidas ao dever legal de confidencialidade. Também afirmam que Vorcaro não prestou depoimento à Polícia Federal (PF) nem à Procuradoria-Geral da República (PGR) no âmbito das negociações.
Ao final, a defesa declara que o ex-banqueiro possui "informações personalíssimas e relevantes para o caso" e segue disponível para colaborar com as autoridades.
Posição de Lula
O grupo jurídico Prerrogativas, bem como a campanha do presidente, anunciaram um pedido à Polícia Federal (PF) para a abertura de um inquérito para investigar informações de que Vorcaro teria sido incentivado a prestar depoimento sobre o suposto financiamento do documentário Lula em troca de benefícios judiciais para ele e seu pai, Henrique Vorcaro.
"Foi dito ao grupo Prerrogativas que esse depoimento [de Vorcaro] foi dado recentemente à Polícia Federal com o objetivo de trazer prejuízos políticos e eleitorais ao presidente Lula, à campanha e a alguns ministros que foram indevidamente envolvidos nesse suposto pedido", afirmou o advogado Marco Aurélio Carvalho, coordenador do grupo, alinhado ao governo Lula.
"Com base nessa informação, nós vamos requerer à Polícia Federal que instaure inquérito para apurar se essas notícias são ou não verdadeiras", acrescentou Carvalho.
A defesa de Lula reforçou a visão do Prerrogativas. "A duas semanas do segundo turno, requentar uma delação [premiada] rejeitada é tentativa de interferir nas eleições", disseram os advogados do PT, de acordo com apuração do portal Uol.
