
Pyongyang acusa EUA de 'colocar uma bomba na porta' da China

A República Popular Democrática da Coreia (RPDC) criticou nesta quarta-feira (7) os EUA e seus aliados pelo contínuo apoio militar a Taiwan, que mina a paz na Ásia, segundo informou a agência estatal KCNA.
"Apesar de, no estabelecimento de relações diplomáticas entre a China e os Estados Unidos, a República Popular da China ter sido reconhecida como como o único governo legítimo da China e Taiwan como parte da China, os Estados Unidos adotaram como política e obrigação o fornecimento de armas a Taiwan independentemente das mudanças de governo, e apoiam as forças separatistas em sua busca pela 'independência de Taiwan' e em seu desafio ao princípio de 'uma só China'", apontou o comentarista de assuntos internacionais Kim Myong Chol no artigo "Os Estados Unidos agem de forma imprudente e temerária".

Segundo o autor, Washington coloca em risco a estabilidade regional ao fornecer armas a Taipé sob o pretexto de "se opor a tentativas unilaterais de alterar o status quo".
Nos últimos dez anos, a assistência militar dos EUA à ilha somou 39 bilhões de dólares, e o atual governo americano tenta fechar uma venda extra de 14 bilhões de dólares.
"Embora os Estados Unidos apresentem a venda de armas a Taiwan como algo 'em favor da paz no Estreito', isso não passa de um ato descarado, comparável a colocar uma bomba na porta da casa de outra pessoa e dizer que é para garantir a segurança daquele imóvel", acrescenta o texto.
Ao mesmo tempo, o comentarista destacou o poder militar da China.
"Os Estados Unidos devem refletir se estão dispostos a enfrentar diretamente o poderio da República Popular da China pela segurança de Taiwan e se realmente podem enfrentar as consequências".
- A China, assim como a imensa maioria das nações, considera Taiwan — que se autogoverna desde 1949 — parte inalienável de seu território.
- A situação no Estreito de Taiwan se agrava devido aos exercícios militares regulares das forças da ilha com o uso de armamentos dos EUA e aos simulacros realizados com outros membros da OTAN e aliados na região; no entanto, Pequim insiste que a via militar seria um último recurso para resolver a disputa e, embora a China se reserve a esse direito como qualquer Estado soberano, deseja evitá-lo.
