
O que se sabe sobre o novo foco de conflito na península da Coreia

A República Popular Democrática da Coreia (RPDC) alertou nesta terça-feira (6) que responderá de forma "imediata e poderosa" caso a Coreia do Sul cruze "um milímetro" que seja de seu território em meio a tensões constantes entre Pyongyang e Seul.

O Ministério das Relações Exteriores da RPDC emitiu o aviso um dia depois de o Exército sul-coreano declarar que minas antipessoais colocadas por tropas da RPDC teriam causado uma explosão no lado sul da Zona Desmilitarizada (DMZ) em 21 de setembro que deixou dois soldados sul-coreanos gravemente feridos.
Pyongyang rejeitou categoricamente qualquer responsabilidade e acusou Seul de tentar culpar a RPDC por uma "farsa premeditada, fabricada e decidida unilateralmente", além de tentar prejudicar a imagem internacional da RPDC.
O ministério também afirmou que Seul tenta apresentar as fortificações fronteiriças de Pyongyang como "uma invasão militar".
"Se uma bota ou uma faísca de fogo da República da Coreia cruzar sequer um milímetro da fronteira e violar nosso território, as forças fronteiriças da RPDC responderão de forma imediata e poderosa", afirmou.
A Coreia do Sul realizou uma operação de remoção de minas junto com o Comando da ONU. Já o Ministério das Relações Exteriores da RPDC reafirmou que não pretende negociar com Seul sobre o exercício de sua soberania militar em seu próprio território.
O ministro da Unificação sul-coreano, Chung Dong-young, propôs um encontro entre os dois países para tratar das divergências sobre o território da fronteira.
Segundo ele, a baixa visibilidade dos marcadores da Linha de Demarcação Militar pode ter contribuído para a explosão no local. Das 1.292 marcas instaladas depois do armistício de 1953, só cerca de 200 continuam intactas por conta de desgaste e falta de manutenção.
