O diretor-geral do Fundo Russo de Investimento Direto e enviado especial da Presidência russa, Kirill Dmitriev, afirmou, neste dia 4 de outubro, que a energia russa é essencial para a sobrevivência da União Europeia.
"O inverno se aproxima. Como previsto, os persistentes erros ideológicos da UE em matéria energética já estão tendo enormes consequências. A Europa precisa da energia russa para sobreviver", escreveu Dmitriev em uma publicação no X.
"Que colham agora o que plantaram"
Anteriormente, o ex-presidente da Rússia e atual vice-presidente do Conselho de Segurança do país, Dmitry Medvedev, declarou que a Europa destruiu "com as próprias mãos" a cooperação com a Rússia e agora está colhendo as consequências dessa decisão.
Medvedev apontou que, anos atrás, Moscou e os países ocidentais mantinham "vínculos econômicos ativos" que foram quebrados.
"Mas eles destruíram tudo. Eles são os culpados por isso. Eles impuseram as sanções. Eles rejeitaram a cooperação", afirmou.
"Que colham agora o que plantaram", concluiu Medvedev, ressaltando os preços elevados do gás e do combustível e a alta inflação que ameaça o Ocidente. "Basicamente, eles mesmos criaram esses problemas. Pois bem, que aproveitem", finalizou.
- Desde 2022, a União Europeia reduziu consideravelmente suas importações de combustíveis russos. As importações marítimas de petróleo bruto russo caíram quase totalmente, enquanto a proporção de gás russo passou de 45% (em 2022) para 12%.
- A atual escalada no Oriente Médio disparou os preços do petróleo e do gás, encarecendo ainda mais a energia na UE, pressionando famílias e empresas, provocando fechamentos industriais, demissões e um enfraquecimento progressivo da economia.
- A situação energética na Europa segue vulnerável: os depósitos de gás da UE estão cheios apenas em 67%, contra 80% no ano passado. Analistas alertam para possíveis altas de preços durante o inverno boreal, especialmente diante da proibição de todas as importações de GNL russo a partir de 1º de janeiro de 2027.