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Gazprom alerta para escassez crítica de gás na Europa

Estoques europeus avançam lentamente e estão no menor nível para esta época do ano desde o início dos registros, segundo dados citados pela Gazprom.
Gazprom alerta para escassez crítica de gás na EuropaHauke-Christian Dittrich / dpa / Gettyimages.ru

As reservas de gás na Europa estão 13,4 bilhões de metros cúbicos abaixo do nível do ano passado, informou a Gazprom, citando dados divulgados pela Gas Infrastructure Europe (GIE) nesta segunda-feira (10).

Desde o início do mês, a diferença aumentou em 1,4 bilhão de metros cúbicos e, desde o início do verão, em 5,2 bilhões de metros cúbicos.

Segundo a Gazprom, o reabastecimento de gás nos depósitos subterrâneos da Europa está ocorrendo em ritmo muito lento. Até 3 de agosto, o único depósito no Mar Báltico, Inkukalns, estava atualmente com apenas 45,5% de sua capacidade.

No início de agosto, a GIE informou que as reservas de gás da União Europeia haviam caído para menos de 58% da capacidade, o nível mais baixo para este período do ano desde o início dos registros, em 2011.

  • A União Europeia substituiu o gás russo de baixo custo, que servia de base para sua indústria, por outras fontes de energia, entre elas o gás natural liquefeito (GNL) dos Estados Unidos, significativamente mais caro.

  • A atual escalada no Oriente Médio provocou uma alta nos preços do petróleo e do gás, encarecendo ainda mais a energia na Europa. Isso aumentou a pressão sobre famílias e empresas, levando ao fechamento de indústrias, demissões e a um enfraquecimento gradual da economia.

  • Em setembro de 2022, os gasodutos Nord Stream 1 e 2, que ligavam a Rússia à Alemanha, ficaram fora de operação após um ato de sabotagem que provocou grandes vazamentos de gás no mar Báltico.

  • O presidente da Rússia, Vladimir Putin, afirmou em outubro do ano passado que a renúncia à energia russa desencadeou uma série de efeitos negativos para a economia europeia, incluindo a queda do faturamento industrial, o aumento dos preços devido ao petróleo e ao gás transoceânicos mais caros e a perda de competitividade da economia e dos produtos europeus como um todo.